A vice-governadora eleita, Gisela Simona, afirmou que o União Brasil (UB) deverá passar por uma ampla reestruturação interna em Mato Grosso após a conclusão do segundo turno das eleições presidenciais. Segundo ela, o período pós-eleitoral será decisivo para que a legenda avalie sua composição política, redefina estratégias e estabeleça quem permanecerá ou deixará os quadros partidários nos próximos anos.
A declaração foi dada em um momento considerado estratégico para a sigla, que enfrentou uma das maiores crises internas de sua trajetória recente durante o processo de construção da chapa majoritária para a disputa do Governo do Estado. Apesar das divergências registradas ao longo do período pré-eleitoral, o partido conseguiu manter protagonismo político ao conquistar a vice-governadoria.
O processo de reorganização partidária ocorre após uma transição relevante no cenário político estadual. Durante sete anos e meio, o então governador Mauro Mendes, comandou o Palácio Paiaguás tendo Otaviano Pivetta, do Republicanos, como vice-governador. Com a nova composição administrativa, os papéis foram invertidos, levando Pivetta ao comando do Executivo Estadual e garantindo ao União Brasil a ocupação da vice-governadoria por meio de Gisela Simona.
Entretanto, o caminho até a consolidação dessa aliança foi marcado por intensos embates internos. Uma ala significativa do partido, liderada pelo senador Jayme Campos, defendia o lançamento de candidatura própria ao Governo do Estado, com o próprio parlamentar encabeçando a chapa. Em sentido oposto, Mauro Mendes, então presidente estadual da legenda, articulava o apoio à candidatura de Otaviano Pivetta.
A disputa interna se intensificou durante o período das Convenções Partidárias. Na ocasião, os delegados do União Brasil (UB) rejeitaram a proposta de candidatura própria defendida por Jayme Campos. A decisão consolidou o alinhamento da legenda ao projeto político de Pivetta, encerrando formalmente uma das principais divergências que dividiam a sigla naquele momento.
Como consequência do impasse, Jayme Campos e seu irmão, Julio Campos, optaram por apoiar a candidatura de Wellington Fagundes, do Partido Liberal (PL), ao Governo de Mato Grosso. A movimentação evidenciou o grau de fragmentação interna enfrentado pelo União Brasil durante a campanha eleitoral.
O cenário eleitoral posterior trouxe resultados distintos para os envolvidos. Julio Campos não conseguiu renovar seu mandato na Assembleia Legislativa Mato-grossense (AL/MT), enquanto o grupo político alinhado à aliança firmada pelo União Brasil obteve êxito ao integrar a composição vitoriosa para o comando do Estado. Esse desfecho fortaleceu a avaliação de que a estratégia adotada pela maioria da legenda produziu resultados positivos.

Na visão de Gisela Simona, o desempenho obtido nas urnas demonstrou a relevância política e eleitoral do União Brasil em Mato Grosso. Ainda assim, a vice-governadora eleita reconheceu que o partido poderia ter alcançado resultados mais expressivos caso tivesse construído maior unidade interna ao longo do processo eleitoral.
Entre os principais pontos que deverão ser analisados pela direção partidária estão o fortalecimento da estrutura interna, a ampliação da representação parlamentar e a retomada do diálogo com filiados e lideranças regionais. A dirigente entende que uma organização mais coesa poderá ampliar a competitividade da legenda nas próximas disputas eleitorais e fortalecer sua presença em diferentes regiões do estado.
Dessa forma, o período posterior ao segundo turno presidencial deverá inaugurar uma nova fase para o União Brasil em Mato Grosso. A expectativa da vice-governadora eleita é que a legenda promova uma revisão abrangente de seus rumos políticos, redefina seu quadro de filiados e fortaleça a aproximação com seus correligionários, consolidando as bases para os desafios eleitorais e administrativos que se apresentam nos próximos anos.
SEJA PARCEIRO DO JORNAL CACERES EM FOCO – PIX CHAVE ALEATÓRIA – 76f2f79f-edea-4f50-8569-bdbb4cabb376



