Entorpecentes avaliados em R$ 31 mil estavam escondidos em malas e mochila no bagageiro do veículo oficial de Pontes e Lacerda; passageiros e motoristas acompanharam a apreensão, mas ninguém foi preso
Um ônibus oficial da Prefeitura de Pontes e Lacerda, utilizado para transportar pacientes que necessitam de atendimento médico em Cuiabá, foi interceptado com 31 tabletes de maconha escondidos no bagageiro durante uma operação policial na madrugada de quinta-feira (15 de outubro de 2026), na BR-070, em Cáceres, a aproximadamente 220 quilômetros da Capital. A apreensão, avaliada em R$ 31 mil, chamou a atenção por envolver um veículo público destinado ao transporte de pessoas em busca de tratamento de saúde.
A abordagem aconteceu por volta das 2h15, nas proximidades da comunidade Vila Sadia, durante uma ação integrada do Grupo Especial de Segurança de Fronteira (Gefron), da Força Tática do 6º Comando Regional da Polícia Militar e de equipes envolvidas nas operações Faro e Protetor das Fronteiras.
Segundo as informações registradas pela Polícia Militar, as equipes receberam uma denúncia anônima relatando que um ônibus branco pertencente à Prefeitura de Pontes e Lacerda estaria transportando uma quantidade significativa de entorpecentes em direção a Cuiabá. O denunciante informou que o veículo havia passado por Cáceres e continuava viagem pela BR-070.

Diante das informações, os policiais iniciaram diligências ao longo da rodovia até localizar o coletivo na região de Vila Sadia. O veículo foi abordado e submetido a uma fiscalização, enquanto motoristas e passageiros acompanhavam a ação.
Durante a vistoria no compartimento inferior de bagagens, os militares encontraram duas malas de viagem e uma mochila azul. Dentro dos volumes estavam escondidos 31 tabletes de substância semelhante à maconha, acondicionados em sacos plásticos de lixo, numa tentativa de ocultar o material ilícito.
O trabalho contou ainda com apoio do Canilfron, unidade especializada no emprego de cães farejadores em operações de combate ao tráfico de drogas na região de fronteira.
Apesar do flagrante, nenhum dos ocupantes do ônibus foi identificado como proprietário das malas e da mochila utilizadas para transportar a droga. Os motoristas e passageiros acompanharam a localização do entorpecente, mas ninguém foi preso durante a ocorrência.
O fato de a droga ter sido encontrada em um veículo destinado ao transporte de pacientes levanta questionamentos sobre como as bagagens foram colocadas no compartimento, quem seria o responsável pelo embarque dos entorpecentes e qual seria o destino da carga. Essas circunstâncias ainda precisam ser esclarecidas pela investigação.
Até o momento, não há elementos divulgados pelas autoridades que comprovem a participação de motoristas, passageiros ou servidores da Prefeitura de Pontes e Lacerda no transporte da droga. A presença do entorpecente no ônibus oficial, por si só, não estabelece responsabilidade criminal dos ocupantes ou da administração municipal.
Conforme a estimativa das forças de segurança, os 31 tabletes apreendidos representam prejuízo de aproximadamente R$ 31 mil ao tráfico de drogas. O peso total da carga não foi informado na divulgação oficial da ocorrência.
Todo o material foi recolhido e encaminhado à Delegacia Especializada de Fronteira (Defron), em Cáceres, onde o caso foi apresentado para os procedimentos legais e a apuração da responsabilidade pelo transporte dos entorpecentes.
Entre os pontos que dependem de esclarecimento estão a identificação das pessoas responsáveis pelas bagagens, a forma como os volumes foram colocados no ônibus e a eventual existência de outras pessoas envolvidas na preparação ou no recebimento da carga.
Também não foi divulgado se a Prefeitura de Pontes e Lacerda abriu procedimento administrativo para apurar o episódio ou se adotou novas medidas de fiscalização das bagagens transportadas nos veículos da saúde.

A ocorrência foi divulgada oficialmente pela Polícia Militar de Mato Grosso na quinta-feira (15), às 11h14, e pela Secretaria de Estado de Segurança Pública às 11h55 do mesmo dia.
O caso permanece sem suspeitos identificados publicamente, e caberá à investigação esclarecer quem utilizou o transporte de pacientes para levar os entorpecentes em direção à Capital.



