Mauryanne Conceição de Arruda é advogada previdenciarista, com atuação na proteção jurídica do trabalhador.
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Cansaço extremo, ansiedade constante, insônia, irritação e perda de foco não são “fase ruim”. Quando viram rotina, o corpo está avisando — e ignorar esse aviso cobra um preço alto.
Ainda há resistência, especialmente entre homens, em falar sobre saúde mental. A lógica do “aguentar firme” parece obrigação. Mas a realidade jurídica é clara: a mente também adoece e também afasta do trabalho.
A Previdência Social reconhece transtornos mentais como causas legítimas de incapacidade laboral. Depressão, ansiedade, síndrome de burnout e transtorno do pânico podem gerar direito a benefício, desde que devidamente comprovados.
Isso não é favor do Estado. É direito previsto em lei.
Exaustão mental incapacita. Sofrimento psíquico limita. A incapacidade nem sempre é visível — mas ela impacta o trabalho, a renda e a família.
Janeiro Branco não é só um lembrete simbólico. É um convite à responsabilidade.
Cuidar da saúde mental hoje evita colapsos amanhã — inclusive prejuízos profissionais e previdenciários.
Ainda é janeiro.
Ainda é tempo de olhar para si.
E de conhecer os seus direitos.



