Salário mínimo aumenta, mas indústria enfrenta desafios

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Reajuste salarial e perspectivas econômicas para 2026

Foto Reprodução

Por Redação

A partir desta segunda-feira, o novo valor do salário mínimo, fixado em R$ 1.621, começa a ser pago aos trabalhadores brasileiros. O reajuste, que representa um aumento de R$ 103 (6,79%), foi oficializado através do Decreto 12.797/2025.

Panorama econômico e desafios industriais

Enquanto o salário mínimo recebe um ajuste, o cenário econômico apresenta nuances importantes. O Boletim Focus aponta para uma inflação abaixo de 4% em 2026, mantendo a taxa Selic em 12,25%. Contudo, o setor industrial enfrenta desafios, como indicam os dados do PMI (Índice de Gerentes de Compras).Pollyanna De Lima, diretora associada de economia da S&P Global Market Intelligence, comentou:”Os primeiros dados do PMI de 2026 reforçam um padrão observado nos meses recentes, com os fabricantes brasileiros avançando para um cenário ainda mais acentuado de retração, em função da persistente fraqueza da demanda.” – disse Pollyanna De Lima.

A especialista ainda complementa que, com a contínua redução nos pedidos em atraso e a preferência das empresas por estoques enxutos, a produção deve permanecer em território contracionista no curto prazo.

Impactos na indústria e no comércio

A pesquisa indica que tanto a demanda interna quanto a internacional por bens brasileiros sofreram deteriorações significativas, impactando negativamente as carteiras de pedidos e os volumes de produção em janeiro. Os bens de capital lideraram o declínio da produção.

As vendas totais registraram a décima contração consecutiva, representando a segunda mais acentuada em quase três anos. No que se refere às vendas externas, as tarifas americanas foram apontadas como a principal razão para a queda, com algumas menções à suspensão de pedidos de clientes dos Estados Unidos.

Os fabricantes de bens intermediários e de investimento reportaram fortes retrações nas vendas totais, enquanto a queda entre os produtores de bens de consumo foi marginal. Curiosamente, o segmento de bens de capital foi o único a registrar aumento nos novos pedidos para exportação.

Emprego e custos

Os dados de janeiro revelam que o emprego no setor industrial recuou pelo segundo mês consecutivo, refletindo medidas de controle de custos e avaliações das condições de demanda.

A retração no setor foi acompanhada por novas pressões sobre os custos, levando as empresas a elevarem seus preços após quatro meses de concessão de descontos. Os custos de insumos subiram pela primeira vez em três meses, com as empresas arcando com maiores despesas em alimentos, commodities, componentes eletrônicos, metais, plásticos e têxteis.

Confiança e perspectivas futuras

Apesar do cenário de desafios, os fabricantes brasileiros demonstraram uma melhora na confiança nos negócios em janeiro, atingindo o patamar mais elevado desde junho de 2025. Esse otimismo se baseia nas expectativas de cortes na taxa de juros, em melhores condições de demanda, bem como em investimentos planejados e no lançamento de novos produtos.

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