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Por Suzana Agnello
Recentemente, uma rede varejista na Avenida Couto Magalhães, em Várzea Grande, expôs um grave erro em sua fachada ao afirmar: “Agente cobre tudo!”. Essa confusão entre “agente” e “a gente” não é apenas uma falha gramatical; é um sinal preocupante da negligência na comunicação de uma marca que deveria prezar pela qualidade em todos os aspectos.
Esse deslize expõe uma falta de atenção que vai além do erro em si. É um reflexo da desvalorização da língua portuguesa, que, para muitos, é um patrimônio cultural. Num momento em que a educação e a linguagem são frequentemente discutidas, essa situação se torna um exemplo claro de como algumas empresas falham em se alinhar com as expectativas dos consumidores.
A reação nas redes sociais foi imediata. Internautas criticaram a loja não só pela falta de cuidado, mas também pela mensagem que isso transmite: a ideia de que a comunicação correta não é prioridade. “Se não conseguem nem se expressar corretamente, como posso confiar nos produtos que oferecem?”, questionou uma cliente insatisfeita.
Uma rede varejista desse porte deveria ter uma equipe de marketing capaz de evitar tais deslizes e, mais importante, de se comunicar de forma eficaz com seu público. Ignorar isso é um desserviço ao consumidor e à própria imagem da marca.
É essencial que as empresas compreendam que a comunicação não é apenas uma questão de marketing, mas de respeito ao consumidor e à cultura. Espera-se que, diante de tal erro, a rede varejista não apenas corrija a falha, mas também promova uma reflexão sobre a importância da língua portuguesa em sua comunicação.



