Por Consórcio de Imprensa de Mato Grosso
prefeito de Cuiabá, Abílio Brunini (PL), comentou a iniciativa do deputado federal Emanuelzinho (PTB) em buscar o apoio do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, para a aquisição da Santa Casa de Misericórdia de Cuiabá. Brunini destacou a preferência da União na compra do imóvel e a necessidade de um processo de leilão para garantir economicidade e justiça no pagamento aos credores.
“A primeira entidade que pode comprar o imóvel é a União. Na ausência de interesse da União e do Estado, o município residualmente pode participar. O que temos conversado com o Estado é em ter uma estratégia para não fechar a Santa Casa”, explicou o prefeito. Ele também mencionou que a avaliação do imóvel, estimada em R$ 70 milhões, foge das possibilidades do município, especialmente considerando a realidade econômica atual.
Brunini ressaltou que a participação do município no processo de aquisição seria mais viável através de leilão, evitando judicialização em caso de desapropriação. “Com uma avaliação imobiliária desse tamanho, se fizéssemos uma desapropriação, todos os credores poderiam judicializar e exigir a compra pelos R$ 70 milhões. A forma do município poder participar com maior economicidade e justiça é através de leilão”, afirmou.
Ao ser questionado sobre a proposta de Emanuelzinho, o prefeito mencionou que a situação da Santa Casa se deve à gestão do antigo prefeito, que teria deixado de repassar recursos federais para a instituição, levando-a a dificuldades financeiras. “A Santa Casa começou a fechar por falta de repasse da prefeitura de Cuiabá”, declarou Brunini.
Sobre a possibilidade de o governo federal adquirir a Santa Casa e repassar a gestão para o município, Brunini mostrou-se aberto. “Se o governo federal quiser adquirir e passar para o município para a gente gerir, não tem problema nenhum. Se ele quiser adquirir e dar continuidade, também não tem problema nenhum”, disse.
No entanto, ao ser questionado sobre a credibilidade da proposta de Emanuelzinho, o prefeito demonstrou ceticismo, insinuando que a iniciativa do deputado seria mais focada em mídia do que em soluções concretas. “Quanto que está a picanha? Ele não cumpre o problema, isso daí é só a mídia”, finalizou.



