POR ANDERSON ALEXANDRE
A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), tem levantado questões cruciais sobre a arrecadação e os repasses de recursos ao município, destacando a dificuldade que a cidade enfrenta devido à baixa arrecadação própria. Em declarações recentes, Moretti afirmou que Várzea Grande “perde muito” em termos de receitas, citando que a cidade, com uma população em situação de vulnerabilidade e mais de dez favelas, não consegue fazer uma gestão municipal eficaz com os atuais índices de repasse do ICMS pelo estado.A prefeita enfatizou que a realidade do município é complexa, com a arrecadação própria ainda em níveis insatisfatórios. Ela ressaltou que, apesar de receber apoio do governo estadual, como a reforma do pronto-socorro e recursos para o programa Fila Zero, esses repasses são insuficientes para cobrir as necessidades básicas da saúde, educação e infraestrutura. Moretti defendeu a necessidade de um repasse mais justo e proporcional ao tamanho da população e às demandas crescentes da cidade.Além disso, a prefeita mencionou que Várzea Grande está perdendo cerca de R$ 300 milhões por ano em arrecadação de ICMS, o que impacta diretamente a capacidade de investimento em serviços essenciais. “Precisamos de um dinheiro certo, mês a mês, para custear os custos da saúde e da educação, sem depender de ajudas esporádicas”, afirmou, ressaltando a importância de uma autonomia maior na gestão financeira do município.Moretti concluiu seu apelo destacando que a revisão dos critérios de repasse é fundamental para garantir que Várzea Grande possa atender suas demandas de forma adequada e digna, sem depender constantemente de auxílios do estado.



