Após eleições tensas, PF planeja investir pesado em segurança para os presidenciáveis de 2026.
Por Redação
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Com as eleições de 2026 no horizonte, a Polícia Federal (PF) está se preparando para elevar o nível de segurança dos candidatos à Presidência da República. Em um movimento que reflete as tensões políticas crescentes, a corporação solicitou um reforço de R$ 200 milhões no orçamento. O objetivo? Blindar os presidenciáveis com um esquema de segurança de última geração, que inclui desde sistemas antidrone até dispositivos de reconhecimento facial e uma força-tarefa de 458 agentes.
A estratégia da PF, já apresentada ao Tribunal Superior Eleitoral, ao Palácio do Planalto e à equipe econômica, prevê uma proteção diferenciada para os candidatos, com 48 policiais dedicados aos que são considerados mais expostos e 24 aos de menor risco. Em um documento, o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, destaca que a medida é uma resposta ao “conturbado momento” do país, marcado por polarização política e questionamentos sobre a legitimidade das instituições.
Não é segredo para ninguém que o Brasil tem um histórico de eleições acirradas, e a segurança dos candidatos sempre foi uma preocupação. Quem não se lembra do atentado contra o então candidato Bolsonaro em 2018? Aquele episódio deixou claro que a violência política é uma ameaça real e que é preciso estar preparado para enfrentar qualquer situação.O que está por trás do plano da PF?
A justificativa da PF para o aumento da segurança é que o processo eleitoral “não é trivial” e exige medidas cada vez mais estruturadas. Segundo Rodrigues, a previsibilidade orçamentária e a execução tempestiva dos recursos são fundamentais para garantir a segurança do pleito. Afinal, a corporação não quer ser pega de surpresa e precisa ter os meios necessários para agir em caso de qualquer emergência.
O plano da PF, que consumiu R$ 57 milhões nas eleições de 2022, é bem detalhado e prevê a atuação de 30 delegados como chefes ou substitutos das equipes de proteção e de 60 agentes dedicados à inteligência. Além disso, 316 policiais devem atuar diretamente como operadores de proteção. A ideia é cobrir todas as frentes e garantir que os candidatos estejam protegidos em todos os momentos.
Equipamentos de última geraçãoPara colocar o plano em prática, a PF quer investir pesado em equipamentos de última geração. Dos R$ 200 milhões solicitados, cerca de R$ 92 milhões seriam destinados à compra de 256 veículos blindados ou descaracterizados. Outros R$ 39,5 milhões seriam aplicados na aquisição do sistema antidrone EnforceAir, além de bloqueadores portáteis. A lista de compras inclui ainda coletes balísticos velados, binóculos com câmera e dispositivos de reconhecimento facial.
A medida da PF é vista como um passo importante para garantir a segurança das eleições de 2026. Resta saber se o governo federal vai aprovar o reforço no orçamento e se as medidas serão suficientes para evitar incidentes. Uma coisa é certa: a segurança dos candidatos será uma das principais preocupações nas próximas eleições.



