Líderes internacionais repercutem avanço de Flávio Bolsonaro e resultado do 1º turno no Brasil

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Milei, Netanyahu e outros líderes de direita celebraram desempenho do candidato; Trump destacou rapidez da apuração brasileira

O resultado do primeiro turno das eleições presidenciais brasileiras provocou repercussão entre líderes políticos e veículos de imprensa internacionais nesta segunda-feira (5). A passagem de Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para o segundo turno, marcado para 25 de outubro, ganhou destaque especialmente entre lideranças de direita da América Latina, Europa e Oriente Médio.

Flávio terminou a primeira etapa da disputa à frente de Lula, com 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% do petista. O resultado também chamou atenção por contrariar pesquisas divulgadas antes da votação, que apontavam vantagem de Lula em parte dos levantamentos.

Entre as primeiras manifestações internacionais esteve a do presidente da Argentina, Javier Milei, que comemorou o desempenho de Flávio e voltou a fazer críticas ao governo Lula. O argentino é um dos principais aliados internacionais do campo político de direita na América Latina.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, também se manifestou. Em mensagem publicada nas redes sociais, desejou uma “grande vitória” a Flávio no segundo turno e afirmou esperar o restabelecimento das relações entre Israel e Brasil.

A repercussão também envolveu a oposição venezuelana. María Corina Machado celebrou o resultado, enquanto o presidente eleito da Colômbia, Abelardo de La Espriella, também manifestou apoio ao candidato brasileiro.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, não declarou apoio direto a Flávio ou Lula ao comentar o primeiro turno. O republicano, porém, chamou atenção para a rapidez com que o Brasil divulgou os resultados e utilizou o processo brasileiro para fazer críticas ao sistema eleitoral norte-americano.

A manifestação ocorreu depois de Trump acompanhar a divulgação dos resultados brasileiros. O presidente americano comparou a velocidade da apuração no Brasil com a demora registrada em algumas eleições nos Estados Unidos.

O resultado também foi amplamente repercutido por jornais estrangeiros. O The New York Times destacou a possibilidade de uma vitória de Flávio representar um novo avanço da direita na América Latina e relacionou o cenário brasileiro à aproximação do candidato com Trump.

O francês Le Monde avaliou que Lula enfrenta o impacto do descontentamento de parte do eleitorado. Já o espanhol El País destacou o desempenho da direita brasileira e a força do bolsonarismo mesmo após a ausência de Jair Bolsonaro da disputa presidencial.

Na Itália, jornais como La Repubblica e Corriere della Sera também deram destaque ao resultado. A imprensa italiana chamou atenção para o desempenho de Flávio acima do esperado pelas pesquisas e para a eleição de integrantes da família Bolsonaro para o Senado.

No Reino Unido, o Financial Times destacou a reação positiva de setores do mercado financeiro ao resultado e analisou as propostas econômicas apresentadas pelo candidato do PL. A BBC, por sua vez, apontou a corrupção, a economia e o crime organizado entre os temas que marcaram a disputa eleitoral.

Com o resultado oficial do primeiro turno, Flávio Bolsonaro e Lula voltam a disputar os votos dos eleitores brasileiros no segundo turno, em 25 de outubro. O Tribunal Superior Eleitoral confirmou a classificação dos dois candidatos para a etapa decisiva da eleição.

A repercussão internacional deve continuar nas próximas semanas, especialmente diante da possibilidade de mudanças na política externa brasileira e nas relações do país com Estados Unidos, Argentina, Israel e demais parceiros internacionais.

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