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POR REDAÇÃO
A novela da Oi, que acompanhamos por anos, teve um desfecho nesta segunda-feira, 10 de novembro de 2025. A Justiça do Rio de Janeiro decretou a falência da empresa, pondo fim ao processo de recuperação judicial que se arrastava desde 2016. Lembro como essa situação toda começou, com a empresa lutando para se reerguer em meio a dívidas gigantescas.
A juíza Simone Gastesi Chevrand, da 7ª Vara Empresarial do Rio, foi quem assinou a decisão. Ela apontou que a Oi já não tinha mais condições de se manter, com um desequilíbrio claro entre o que tinha e o que devia. A ordem agora é liquidar os bens da empresa de forma organizada, para tentar pagar o máximo possível aos credores e garantir que os serviços continuem funcionando por um tempo.
Ainda bem que a juíza pensou em manter a empresa operando temporariamente, até que outras companhias assumam o controle. O escritório Preserva-Ação, que já estava cuidando da situação, vai continuar administrando a Oi nesse período. Os outros administradores judiciais, Wald e K2, foram dispensados.A empresa Oi passou por processos de recuperação judicial | Foto: Reprodução
A Derrocada Financeira
A gota d’água foi quando a própria empresa e o interventor admitiram que não tinham como cumprir o plano de recuperação. A Oi já acumulava mais de R$ 15 bilhões em dívidas nessa segunda tentativa de recuperação. Para se ter uma ideia, em 2016, a dívida era de R$ 65 bilhões. Uma montanha de dinheiro!
A companhia tentou de tudo: pediu mais prazo aos credores, tentou um novo processo de proteção judicial nos Estados Unidos, mas nada deu certo.
“Não há mínima viabilidade financeira no cumprimento das obrigações devidas pela Oi” – afirmou Chevrand.
A Justiça já autorizou uma reunião com os credores para formar um comitê que vai cuidar da liquidação. Enquanto isso, todas as ações contra a empresa estão suspensas até que decidam o que fazer.



