Júlio Campos alfineta Mendes e defende vontades das bases

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Foto: Reprodução

Por Anderson Alexandre DRT 3156/MT

O deputado estadual Júlio Campos (União Brasil) detalhou, após reunião no Palácio Paiaguás, a natureza do apoio do governador Mauro Mendes ao vice-governador Otaviano Pivetta. Segundo Campos, o governador teria sido explícito ao afirmar que seu suporte a Pivetta é de caráter pessoal, sem um envolvimento político-partidário direto.

“Na reunião, o governador foi muito claro que o apoio dele ao Otaviano é um apoio de cunho pessoal”, declarou Júlio Campos. Ele explicou que, como presidente do Partido União Brasil, Mauro Mendes lida com a existência de outros pré-candidatos a cargos majoritários dentro da sigla, o que torna a decisão final uma prerrogativa da convenção partidária. “O Partido União Brasil, da qual ele faz parte e é o presidente, tem outros pretendentes a outros cargos majoritários. Então quem cabe escolher a definição é a convenção partidária”, acrescentou.

O deputado ressaltou que as bases do União Brasil, compostas por vereadores, prefeitos, filiados e outros parlamentares, expressam um desejo por uma candidatura própria. Diante disso, Júlio Campos lançou uma dúvida sobre a real força do governador dentro do partido: “Mas e o governador Mauro Mendes não tem a maioria do partido nas mãos dele? Isso nós vamos ver na época da convenção. O voto é secreto, né? Os diretórios estão sendo desorganizados.”

Campos também comentou sobre a consolidação do nome de Otaviano Pivetta junto às bases partidárias, indicando que ainda não há essa consolidação. “Agora o que precisa é o nome do vice-governador ser consolidado junto às bases partidárias. Por enquanto, não”, afirmou. Ele lembrou que Pivetta, que também colocou seu nome recentemente, possui o apoio do partido Republicanos, além de declarações de apoio do Novo e do PRD (liderado por Mauro Carvalho).

O deputado enfatizou a estrutura e os recursos que Pivetta possui, incluindo fundos partidários e recursos pessoais, o que o coloca como um dos mais ricos do grupo. Ele mencionou o apoio do grupo Maggi, descrito como “barões do agronegócio”, que, segundo Campos, demonstram uma postura pragmática em relação ao apoio político, alinhando-se a quem estiver em vantagem eleitoral. “Apoiadores hoje Lula, amanhã Bolsonaro, depois da manhã Tarcísio. Quem vai ganhar do lado que o vento está tocando, eles estão firmes para ganhar a eleição”, comentou.

Nesse cenário, Júlio Campos declarou que o União Brasil pode compor, mas com uma condição clara: “No tempo de dar, podemos até compor, como disse, não há nenhuma dificuldade. Podemos, mas nós queremos um espaço na majoritária.”

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