Entenda o impacto no comércio e as medidas para conter o surto.
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Por Redação
A Argentina, um dos principais players no mercado global de exportações de carne de frango, tomou uma medida drástica nesta semana: suspendeu temporariamente as vendas externas. A decisão, que impacta diretamente o agronegócio do país, foi motivada pela confirmação de um novo caso de gripe aviária em território nacional.
De acordo com o Serviço Nacional de Saúde e Qualidade Agroalimentar (Senasa), o foco da doença foi detectado em uma criação de aves na província de Rio Negro, Patagônia. Imediatamente, o órgão sanitário iniciou os procedimentos de isolamento e sacrifício das aves contaminadas para evitar a propagação do vírus.
“A medida de suspensão de vendas externas visa estritamente atender aos protocolos de segurança biológica dos acordos internacionais e garantir a rastreabilidade do sistema produtivo argentino diante de novos focos”, comunicou o Senasa em nota oficial.
O Senasa notificará oficialmente a Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) sobre o novo caso e suspenderá as exportações para os países que exigem o status de “país livre” da doença. No entanto, a Argentina manterá o comércio com mercados que reconhecem a estratégia de zoneamento e compartimentação, uma abordagem que permite isolar áreas afetadas sem interromper o fluxo comercial em todo o país.
Impacto e próximos passos
Apesar da suspensão das exportações, o Senasa tranquiliza a população, afirmando que o surto não representa riscos ao consumo interno. Estudos científicos comprovam que não há transmissão da gripe aviária para humanos através da ingestão de carne de aves ou ovos.
Caso as autoridades concluam as tarefas de sacrifício e limpeza sem novos registros da doença, a Argentina poderá solicitar novamente o reconhecimento como país livre de gripe aviária em um prazo de 28 dias. A agilidade na resposta e a eficácia das medidas de controle serão cruciais para minimizar os impactos econômicos e restabelecer a confiança dos mercados internacionais.
Para os produtores, fica o alerta: redobrar os cuidados com a biosseguridade nas criações e notificar imediatamente qualquer suspeita de doença às autoridades sanitárias. A colaboração de todos é fundamental para proteger o patrimônio avícola argentino e garantir a segurança alimentar da população.



