Por Anderson Alexandre DRT 3156/MT
Na quinta-feira, 7 de agosto, uma reunião significativa foi realizada com os governadores de nove estados brasileiros: Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro, Goiás, Santa Catarina, Paraná, Amazonas, Distrito Federal e Mato Grosso. O encontro contou com a participação de representantes dos partidos União Brasil, PL, Republicanos, Novo, PSD e MDB.
O governador de Mato Grosso, Mauro Mendes (UB), destacou a gravidade da situação política e econômica do Brasil em suas declarações. Ele fez uma comparação alarmante com países que enfrentaram crises severas devido à instabilidade política e à pressão externa, como a Venezuela, a Coreia do Norte e o Irã. “Não podemos permitir que essa crise possa escalar e levar o Brasil a uma das piores crises da sua história”, afirmou Mendes.
Mauro Mendes criticou a atual administração federal, enfatizando que o país enfrenta uma dívida interna gigantesca e um déficit fiscal crescente. Ele expressou preocupação com as discussões em torno de temas que não resolvem os problemas mais graves enfrentados pela nação. “As coisas do governo federal não andam bem”, disse ele.
O governador também levantou questões sobre o autoritarismo que ele acredita estar se instalando no país. “Não podemos aceitar, sob hipótese alguma, sob o pretexto de defender a democracia, tolerar o autoritarismo”, alertou. Ele mencionou uma declaração do presidente em relação ao impeachment que considerou preocupante: “Isso é autoritarismo.”
Mendes fez um apelo ao Congresso Nacional para que exerça seu papel democrático sem se deixar pressionar por outras esferas de poder. Para ele, o legislativo é o “mais legítimo dos poderes” e deve decidir sobre questões cruciais como anistia e reformas necessárias.
A reunião foi considerada produtiva pelos participantes, que buscaram alinhar estratégias para apoiar o Congresso Nacional e garantir que os interesses dos cidadãos brasileiros sejam priorizados em meio à turbulência política atual. Mendes enfatizou que a crise não afeta apenas um ou outro estado, mas impacta todos os brasileiros e pode comprometer investimentos tanto nacionais quanto internacionais.
“Uma crise maior pode afugentar totalmente o capital internacional e nacional dos investimentos”, alertou ele. O governador concluiu seu discurso ressaltando a necessidade urgente de tratar a situação com seriedade para evitar que o Brasil se transforme em um país sem investimento privado.



