Por Anderson Alexandre DRT 3156/MT
No último domingo, a Praça 8 de Abril foi tomada por manifestantes que se reuniram para expressar seu apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro e criticar as medidas cautelares impostas pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. O ato teve início às 16 horas e atraiu uma multidão que clamava por liberdade e justiça.
Os participantes do protesto se opuseram às restrições que incluem o uso de tornozeleira eletrônica, a proibição de acesso a redes sociais e limitações na circulação noturna e nos finais de semana, medidas que foram aplicadas ao ex-presidente no dia 18. A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti, destacou a necessidade de menos intervenção do judiciário nos processos envolvendo Bolsonaro e sua família.
“A gente planteia mais liberdade, menos intervenção do judiciário em toda a situação do processo junto ao Bolsonaro, junto a toda a família dele. E a gente sabe que está tendo perseguições políticas”, afirmou Moretti, enfatizando que é preciso unir forças contra o que considera uma injustiça.
Além das críticas ao STF, Moretti também se posicionou sobre a expulsão do deputado Antônio Carlos, deputado federal, da base aliada. “Eu acho que o Valdemar fez o que é de direito. Se não está condizente com nossas ideologias, não podemos conviver com isso porque é um desrespeito à nossa constituição”, disse ela, referindo-se à interferência do judiciário nos outros poderes.
A manifestação refletiu a polarização política atual no Brasil, com os apoiadores de Bolsonaro exigindo anistia para os condenados pelos eventos de 8 de janeiro e clamando pela independência dos poderes. O clima era de determinação entre os manifestantes, que erguiam faixas e gritavam palavras de ordem em apoio ao ex-presidente.



