Foto: Reprodução/Redes Sociais
Por Anderson Alexandre DRT 3156/MT
Recentemente, surgiram graves denúncias envolvendo o ex-prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB), relacionadas a um suposto esquema na Secretaria Municipal de Educação. Segundo informações, a Prefeitura assinou um acordo de cooperação com a empresa Motrix Plataformas de Aprendizagem em 20 de junho de 2025, que estaria construindo um plano estratégico para o controle de dados da educação pública municipal.
A denúncia aponta que, através dessa parceria, dados sensíveis de professores, servidores e alunos seriam entregues à empresa, que alegadamente visa melhorar o desempenho escolar. No entanto, especialistas alertam que a coleta e o armazenamento desses dados sem o devido consentimento dos responsáveis podem comprometer a privacidade e segurança das informações.
O principal temor é que esses dados possam ser utilizados para fins eleitorais, permitindo manipulações que poderiam incitar conflitos entre pais e professores. “A empresa teria condições de falar em nome da prefeitura nas redes sociais, criando um ambiente hostil contra profissionais da educação que não se alinham com a atual gestão”, afirmam os denunciantes.
Essa situação levanta questões sérias sobre a privatização da educação pública em Cuiabá e os impactos negativos que isso pode ter sobre os educadores e estudantes. “Estamos diante de uma possível lavagem cerebral em curso, onde a gestão atual poderia utilizar esses dados para desmoralizar professores e promover um desmonte da educação pública”, alertam críticos do projeto.



