Deputados de Mato Grosso debatem soluções para manutenção da Santa Casa de Misericórdia

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Por Anderson Alexandre DRT 3156/MT

A grave situação financeira da Santa Casa de Misericórdia de Cuiabá tem mobilizado os deputados estaduais, que buscam soluções para evitar o fechamento da instituição e garantir a continuidade dos serviços essenciais, especialmente o atendimento em oncologia infantil. O tema foi amplamente debatido na Assembleia Legislativa, com diferentes propostas e posicionamentos dos parlamentares.

O deputado estadual Júlio Campos (União Brasil) defendeu uma força-tarefa para angariar recursos financeiros, propondo que o governo do estado e os demais poderes, incluindo o Judiciário, o Tribunal de Contas e o Ministério Público, contribuam com uma parte da dívida de aproximadamente R$ 48 milhões. “A Assembleia Legislativa exige a manutenção da Santa Casa”, afirmou Campos, destacando que a presidente do Tribunal Regional do Trabalho (TRT), desembargadora, teria se mostrado disposta a parcelar a dívida. Ele argumentou que a saúde deve ser prioridade, comparando o custo de aquisição da Santa Casa a equipamentos para o Parque Novo Mato Grosso, que custariam mais.

Em consonância com a preocupação, o deputado Eduardo Botelho (União Brasil) manifestou sua apreensão com o fechamento da Santa Casa, enfatizando a importância do hospital para o tratamento oncológico infantil. “Eu tenho demonstrado uma preocupação em relação ao fechamento da Santa Casa, sobretudo em relação à oncologia infantil”, declarou Botelho. Ele acredita que a dívida de R$ 48 milhões pode ser negociada para um valor menor, bastando “negociar, ter vontade”. Botelho sugeriu que o governo estadual assuma essa negociação, considerando que o valor atual é “realmente muito alto”.

Por outro lado, o presidente da Assembleia Legislativa, Max Russi (PSB), ressaltou que a responsabilidade pela manutenção da Santa Casa não é da Assembleia, mas sim do Poder Executivo. “Essa não é a função da Assembleia. A Assembleia tem outras obrigações e outras funções”, disse Russi, explicando que a Assembleia tem o papel de votar e definir as prioridades no orçamento do Estado, mas a gestão direta é do Executivo. Ele demonstrou confiança na palavra do governador, que teria reafirmado o compromisso de não fechar a Santa Casa.

A divergência de opiniões sobre a participação da Assembleia na busca por recursos e a responsabilidade do Executivo na negociação da dívida reflete a complexidade da situação. Enquanto alguns deputados defendem uma ação mais direta e colaborativa entre os poderes, outros enfatizam a divisão de responsabilidades e a confiança nas promessas do governo estadual. A manutenção da Santa Casa de Misericórdia de Cuiabá permanece como um desafio urgente, com a expectativa de que as negociações e os esforços conjuntos possam garantir a continuidade de um serviço vital para a população, especialmente para as crianças em tratamento oncológico.

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