Por Anderson Alexandre
O deputado estadual Eduardo Botelho (UB) expressou forte descontentamento com a qualidade do serviço de energia elétrica em Mato Grosso e com a forma como os contratos de concessão estão sendo renovados. Em suas declarações, o parlamentar focou em três pontos principais: o atendimento ao consumidor, a frequência do fornecimento de energia e a questão tarifária, além de criticar a renovação “a toque de caixa” dos contratos.
Botelho ressaltou que o atendimento prestado pelas empresas de energia é precário, com consumidores enfrentando dificuldades para obter respostas em call centers e a ausência de um contato físico para resolver problemas. “Tem municípios aí que reclamam que fica bairros inteiros, até 24 horas sem energia. Então aí a pessoa liga, cai num call center, fica ligando e ninguém dá resposta. Não tem pessoas físicas próximas para ele falar”, desabafou o deputado.
Outro ponto levantado foi a falta de investimento adequado por parte das concessionárias. Segundo Botelho, as empresas priorizam o lucro e calculam o investimento apenas com base na demanda atual, sem considerar o potencial de crescimento do consumo que a própria oferta de energia pode gerar.
A questão tarifária também foi abordada, com o deputado apontando que o aumento do custo da energia está quase o dobro da inflação. “Nós precisamos mudar isso, então essa é a relação que nós queremos mudar”, afirmou.
A maior indignação de Botelho, no entanto, recaiu sobre a renovação dos contratos de concessão, que, segundo ele, está sendo feita de forma arbitrária e sem a devida consulta pública. “Renovar, igual estamos fazendo, sem audiência pública, a toque de caixa, é um abuso com o povo, é um abuso com todo mundo, é um abuso até com um patrimônio público desse que o Ministério de Minas e Energia está fazendo”, declarou.
O deputado foi além, classificando a atitude do Ministério de Minas e Energia como um “crime” e até mesmo “corrupção”, ao prorrogar contratos por 30 anos sem transparência. Ele citou o exemplo do Mato Grosso do Sul, onde a renovação teria ocorrido sem o conhecimento da população. “Ninguém de Mato Grosso sabe disso. Então é algo que, estranho, estranho, e precisa ser revisto isso”, concluiu Botelho, exigindo uma revisão urgente desse processo.



