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POR ANDERSON ALEXANDRE
Um novo episódio de violência política de gênero chocou Mato Grosso na noite desta quinta-feira, quando a deputada estadual Janaína Riva (MDB) registrou um boletim de ocorrência na Delegacia da Mulher de Cuiabá contra Deliandson Milton da Silva, servidor comissionado da prefeitura de Rondonópolis. Silva é apontado como autor de áudios com ofensas e insinuações sexuais dirigidas à parlamentar, que foram disseminados em grupos de WhatsApp, causando profundo constrangimento e abalo moral. A deputada formalizou queixa-crime por importunação sexual e injúria. Em resposta, a Companhia de Desenvolvimento de Rondonópolis (CODER) repudiou a conduta e exonerou o servidor de suas funções.
Este incidente se soma a outros casos recentes que evidenciam a persistência da violência política de gênero no estado. Em Várzea Grande, a prefeita Flávia Moretti (PL) anunciou medidas legais contra o vereador Samir Japoneis (PL) por quebra de decoro, representação criminal e expulsão do partido, após um episódio de conflito. Paralelamente, em Pedra Preta, a prefeita Iraci Ferreira (PSDB) enfrentou ofensas públicas do vereador Gilson José de Souza (União), que a chamou de “cachorra viciada em pedir votos em assentamentos”. Embora o vereador tenha se desculpado, a prefeita ressaltou que medidas jurídicas seriam tomadas.

Os episódios envolvendo as prefeitas Flávia Moretti e Iraci Ferreira, assim como a deputada Janaína Riva, lançam luz sobre um cenário preocupante em Mato Grosso, um estado que já registra altos índices de feminicídio. A recorrência de ataques e desrespeitos contra mulheres em cargos públicos indica que a luta pela igualdade de gênero na política ainda tem um longo caminho a percorrer, exigindo ações contundentes para garantir um ambiente seguro e respeitoso para todas as representantes eleitas.



