Foto: Ton Molina/STF
Por Anderson Alexandre DRT 3156/MT
Na noite desta quarta-feira, 12 de agosto de 2025, a defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro protocolou suas alegações finais no processo que investiga a tentativa de golpe de Estado no Brasil. O documento, que possui 197 páginas, foi apresentado a poucas horas do término do prazo estabelecido. Outros quatro réus, entre eles Anderson Torres, Braga Netto, Alexandre Ramagem e Augusto Heleno, já haviam enviado suas alegações.
A defesa de Bolsonaro argumenta que houve cerceamento de defesa, alegando não ter tido acesso completo a todas as provas do caso. Isso, segundo eles, impediu uma análise adequada do conteúdo das acusações. Além disso, a equipe jurídica criticou a colaboração do tenente-coronel Mauro Cid, solicitando a nulidade de sua delação.
Um dos principais pontos defendidos é que Bolsonaro nunca tentou impedir a posse do atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva e que, ao longo de sua trajetória, sempre defendeu a democracia. Diante disso, a defesa pede a absolvição do ex-presidente, argumentando que não há provas suficientes que justifiquem uma condenação pelos crimes apontados pela Procuradoria Geral da República (PGR).



