A defesa de Rubens Vuolo Junior, chefe de gabinete do vereador Chico 2000 (PL), passou a atuar formalmente no inquérito relacionado à Operação Gorjeta, que investiga um suposto esquema de desvio de recursos públicos envolvendo a Câmara Municipal de Cuiabá e a Secretaria Municipal de Esportes.
O caso tramita sob segredo de justiça.
A atuação na defesa é conduzida pelo advogado José Ricardo Costa Marques Corbelino, que afirmou que Rubens acompanha o andamento do processo com tranquilidade e tem pleno conhecimento dos fatos que vêm sendo divulgados.
Segundo a defesa, desde o início o investigado se colocou à disposição das autoridades competentes e confia que, no momento processual adequado, conseguirá comprovar sua inocência.
Em entrevista exclusiva à Folha do Estado, o advogado Corbelino explicou que a investigação atual é um desdobramento de apurações anteriores.
“Analisando atentamente o inquérito policial, noto que se trata de uma continuidade da operação anterior, na qual o vereador foi afastado. São, especificamente, extrações de conversas e mensagens relacionadas aos envolvidos, que, no entendimento policial, indicariam possíveis atos envolvendo repasse de dinheiro”, afirmou.
Ainda de acordo com o advogado, o fato de Rubens ocupar o cargo de chefe de gabinete não significa, necessariamente, envolvimento em irregularidades.
“No caso do meu cliente, como ele era chefe de gabinete, naturalmente tudo passaria por ele, o que não quer dizer que estivesse envolvido em atos ilícitos. Temos convicção de que isso ficará demonstrado quando da apresentação da defesa, em tempo oportuno”, disse.
Corbelino também informou que, neste momento inicial, a defesa avalia medidas processuais. “Estamos analisando a possibilidade de revogação das medidas cautelares impostas”, pontuou.
Sobre a repercussão da operação, o advogado ressaltou o caráter político do caso. “É uma operação que acaba sendo midiática por envolver questão política, especialmente interesses ligados à condução da presidência da Câmara”, declarou.
A defesa reforça que a versão dos fatos será apresentada exclusivamente nos autos, respeitando o devido processo legal, o contraditório e a ampla defesa.
Também destaca confiança na atuação da Polícia, do Ministério Público e do Poder Judiciário, e alerta que qualquer antecipação de culpa ou julgamento fora do processo afronta o princípio constitucional da presunção de inocência.
Por se tratar de procedimento que corre em segredo de justiça, novas informações só poderão ser divulgadas dentro dos limites legais.



