Debate acirrado na Assembleia promete definir futuro salarial dos servidores estaduais em meio a pressões por aumentos e possíveis greves.
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Por Suzana Agnello
Hoje, às 10 da manhã, a Assembleia Legislativa de Mato Grosso interrompe suas férias para uma sessão extraordinária crucial. Os deputados votarão a Revisão Geral Anual (RGA) para 2026, que impacta servidores estaduais, incluindo efetivos, comissionados, civis e militares, além de inativos e pensionistas.
O governo do Estado propôs um aumento de apenas 4,26%, baseado no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Esta decisão pode gerar um impacto de R$ 1 bilhão aos cofres públicos. O governador Mauro Mendes (UB) se manteve firme em relação ao percentual, desconsiderando as solicitações por um valor maior.
Deputados, como Dr. João (MDB), mencionaram a necessidade de um escalonamento do pagamento, enquanto Wilson Santos (PSD) enfatizou que os servidores têm direito a um resíduo de 19,52%, referentes a RGAs não pagas de anos anteriores. A pressão é alta, com a Federação Sindical dos Servidores Públicos mobilizando servidores para acompanhar a votação. Carmem Machado, presidente da federação, alertou que, caso o governo não atenda às demandas, uma greve pode ser iminente.
A expectativa é que a sessão seja intensa, com debates acalorados sobre os direitos dos servidores e a responsabilidade fiscal do governo.



