Caso Orelha: Morte de cão em Florianópolis tem reviravolta

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Ministério Público questiona relatório policial e pede exumação do corpo do animal para confirmar agressões

Foto Reprodução

Por Redação

A morte do cão Orelha, ocorrida em Florianópolis, Santa Catarina, no dia 4 de janeiro de 2026, ganhou novos capítulos com a reação do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) às investigações conduzidas pela Delegacia de Proteção Animal. O caso, que inicialmente apontava para um adolescente como o principal suspeito de espancar o animal até a morte, agora enfrenta questionamentos sobre a precisão das provas e a motivação dos envolvidos.

No dia 26 de janeiro, a delegada Mardjoli Valcareggi indiciou o pai do adolescente e um acompanhante por coação, alegando que ambos tentaram intimidar o porteiro do condomínio onde o crime ocorreu, com o objetivo de obstruir as investigações. Segundo o depoimento do porteiro, o pai do menor o abordou de forma agressiva, acompanhado de um indivíduo visivelmente alterado e com um volume suspeito na cintura.

“Compareceu ao local o pai do menor, acompanhado de um indivíduo vestindo uma camisa verde, que estava visivelmente alterado e com sinais de embriaguez. O pai do jovem abordou o depoente, colocando a mão em seu ombro com força, em tom intimidatório” – diz o relatório da polícia.

Entretanto, a versão da polícia foi contestada pelo Ministério Público, que apresentou um documento argumentando que a abordagem ao porteiro foi motivada por conflitos pessoais, após a divulgação de fotos dos adolescentes envolvidos no caso. O órgão alega que não houve intenção de interferir nas apurações sobre maus tratos ao animal, mas sim uma reação a desavenças preexistentes.

Dúvidas e reviravoltas no caso Orelha

As acusações contra os menores perderam força após uma testemunha confessar que mentiu ao afirmar que possuía um vídeo do espancamento do animal. Diante das inconsistências, o MPSC solicitou a exumação do corpo do cão Orelha para realizar uma nova perícia e comprovar as agressões sofridas. A primeira análise foi feita apenas pelo veterinário que atendeu o animal, sem o suporte de exames complementares.

O caso Orelha segue sob investigação, com o objetivo de esclarecer todos os pontos obscuros e garantir que a justiça seja feita. A expectativa é que a nova perícia possa determinar com precisão as causas da morte do animal e responsabilizar os culpados.

É importante ressaltar a importância de não banalizar a violência contra animais e de buscar sempre a verdade dos fatos, evitando linchamentos virtuais e julgamentos precipitados. A morte do cão Orelha serve como um alerta para a necessidade de proteger os animais e combater a impunidade.

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