Batistas avançam na venezuela após sanções dos EUA

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Família Batista mira setor petrolífero venezuelano em meio a turbulências políticas e econômicas.

Foto Reprodução

Por Redação

Desde que os Estados Unidos impuseram sanções à Venezuela, a família Batista tem adotado uma postura estratégica e cautelosa no país. Com investimentos que incluem a Pilgrim’s Pride, uma gigante processadora de frangos nos EUA, os Batistas mostram que sabem equilibrar os riscos e oportunidades.

Enquanto empresas americanas e europeias aguardam um sinal verde para operar com segurança, os Batista parecem estar um passo à frente. Joesley Batista, figura central do grupo, tem sido um nome influente nas negociações pós-Maduro, chegando a visitar Caracas recentemente para conversar com Delcy Rodríguez, a presidente interina.

Relações políticas e histórico de atuaçãoA família Batista sempre soube como construir pontes com líderes de diferentes espectros políticos. Em 2025, a Pilgrim’s Pride fez uma doação considerável ao comitê inaugural de Donald Trump. No ano passado, até mesmo o presidente Lula recorreu a Joesley Batista para intermediar negociações tarifárias com Trump.

Joesley Batista, aos 53 anos, tem usado sua vasta rede de contatos na Venezuela para posicionar o grupo como um dos pioneiros na reconstrução do setor petrolífero local. Em dezembro, ele se encontrou com Maduro para discutir uma transição pacífica do poder. Os laços dos Batista com a Venezuela vêm de longa data, desde meados dos anos 2000, quando fecharam um contrato de US$ 2,1 bilhões com o governo Maduro para fornecer carne e frango durante a crise alimentar, com a intermediação de Diosdado Cabello, uma figura chave no governo venezuelano.

Em 2024, o ministério do petróleo concedeu à A&B Investments, liderada por Jorge Silva Cardona, um aliado dos Batista, os direitos de exploração por 25 anos no projeto Petrolera Roraima, que antes era operado pela ConocoPhillips.

Produção recente e novos interessesApós a entrada da A&B no projeto, a produção diária atingiu 32 mil barris entre junho e outubro, mas diminuiu devido às restrições americanas às exportações de petróleo. No início dos anos 2000, o campo foi um exemplo de inovação, com refinarias especializadas transformando petróleo pesado em 90 mil barris diários de óleo sintético mais leve e valioso. Atualmente, a PDVSA detém 51% do empreendimento, enquanto a A&B controla 49%.Além do setor petrolífero, os Batista também estão de olho em oportunidades nos setores de mineração e infraestrutura elétrica venezuelanos, visando o cenário pós-Maduro. A ousadia e visão estratégica dos Batista mostram que, mesmo em tempos de incerteza, é possível encontrar caminhos para o crescimento e a inovação.

Fonte Revista Oeste

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