Banco Central impõe sigilo em comunicações sobre liquidação do Banco Master

PUBLICIDADE

Foto: Reprodução

Por Suzana Agnello

O Banco Central (BC) decidiu manter em sigilo as comunicações entre suas autoridades e o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), relacionadas ao processo de liquidação do Banco Master. Essa decisão ocorre após uma solicitação feita pela coluna, por meio da Lei de Acesso à Informação, para acessar registros de reuniões e comunicações sobre o caso.

Justificativa do sigilo

O BC alegou que a proteção de dados patrimoniais e informações pessoais justifica a negativa de acesso. Curiosamente, o sigilo abrange até informações básicas, como datas e trocas de mensagens, prática que contrasta com o que geralmente se espera da administração pública, que normalmente tarja apenas informações sensíveis.

Críticas e contexto

Recentemente, o ministro Dias Toffoli também foi alvo de críticas por colocar em sigilo o processo do Banco Master no STF. O caso envolve conversas entre Moraes e o presidente do BC, Gabriel Galípolo, que negam qualquer tipo de pressão. O Banco Master, por sua vez, contratou o escritório da mulher de Moraes, Viviane Barci de Moraes, em um contrato de 129 milhões de reais.

Documentação e respostas

Galípolo afirmou que todas as tratativas sobre o Banco Master foram devidamente documentadas pelo BC. Contudo, na resposta ao pedido de acesso à informação, o órgão reiterou que os dados envolvidos são protegidos por sigilo, abrangendo informações financeiras, pessoais e patrimoniais.

Mais recentes

PUBLICIDADE

Rolar para cima