Decisão unilateral de Edinho Silva provoca frustração e tensão entre partidos aliados na corrida eleitoral de 2026.
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Por Suzana Agnello
No último domingo (14), durante um encontro da Federação Brasil da Esperança (PT, PV e PC do B) na sede da AMM, em Cuiabá, o presidente nacional do PT, Edinho Silva, anunciou que o ex-governador Pedro Taques será um dos candidatos ao Senado pela federação no Estado.
A declaração pegou de surpresa cerca de 40 lideranças e militantes presentes, gerando forte reação interna. A frustração foi generalizada entre os integrantes do PT, PV, PC do B e também do PSD, especialmente no grupo ligado ao senador licenciado e ministro da Agricultura, Carlos Fávaro.
Nos bastidores, relatos indicam que Edinho Silva tomou a decisão de forma isolada, sem consultar as direções estaduais dos partidos. A articulação ocorreu apenas com a presidente regional licenciada do PT, Rosa Neide, e com Carlos Augustin, assessor especial do Ministério da Agricultura.
Logo ao desembarcar em Cuiabá, Edinho se reuniu discretamente com Pedro Taques, que acertou sua filiação ao PSB, partido do vice-presidente da República, Geraldo Alckmin. Em seguida, o dirigente petista anunciou oficialmente o nome de Taques como pré-candidato ao Senado, curiosamente sem a presença do próprio ex-governador ou de Carlos Fávaro.
A leitura predominante é de que essa movimentação visa enfraquecer ou até “queimar” a pré-candidatura à reeleição de Fávaro, aprofundando as divisões internas na base lulista em Mato Grosso e abrindo um novo capítulo de tensão na disputa pelo Senado em 2026.



