Polymarket aponta 86% de probabilidade para Flávio Bolsonaro no 2º turno contra Lula

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Mercado de previsões movimentou mais de US$ 178 milhões; contratos refletem as apostas dos usuários, mas não garantem o resultado das urnas

Uma semana após o primeiro turno, a plataforma Polymarket, considerada uma das maiores do mundo no mercado de previsões, registra contratos que atribuem cerca de 86% de probabilidade à vitória de Flávio Bolsonaro no segundo turno da eleição presidencial, marcado para 25 de outubro. Para Luiz Inácio Lula da Silva, o índice indicado pelo mercado é de aproximadamente 14%.

O mercado relacionado à disputa brasileira já movimentou mais de US$ 178 milhões. Na plataforma, os participantes compram contratos vinculados a determinados resultados. Cada contrato paga US$ 1 caso o evento previsto aconteça. Assim, quando um contrato é negociado por US$ 0,86, o preço é interpretado como uma probabilidade implícita de 86%.

A evolução das negociações mostra uma mudança ao longo dos últimos meses. Lula aparecia à frente nas projeções até meados do ano, enquanto a valorização dos contratos de Flávio começou a ganhar força no início de setembro. Na véspera do primeiro turno, a probabilidade implícita atribuída ao senador estava próxima de 60%. Após a votação, o índice subiu para cerca de 84% e, posteriormente, chegou a 86%.

No resultado oficial do primeiro turno, Flávio Bolsonaro terminou com 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% de Lula. A diferença entre os dois candidatos foi de 1,87 ponto percentual, levando a disputa para o segundo turno.

Precisão dos mercados

A Polymarket afirma que seus mercados apresentam taxa de acerto superior a 94% quando as previsões são observadas um mês antes dos resultados. Uma análise independente citada sobre o tema aponta índices próximos de 90% nesse mesmo intervalo e de 94% nas horas finais, especialmente em mercados com grande volume de negociações.

O desempenho, porém, varia conforme o tamanho do mercado. Segundo essa análise, mercados menores registram uma taxa de acerto próxima de 61%, o que indica que a precisão não é uniforme em todas as previsões.

Outro estudo, que avaliou 964 pesquisas relacionadas a cinco eleições, apontou que os mercados de previsão ficaram mais próximos dos resultados finais do que as pesquisas eleitorais em 74% dos casos analisados. Nos cinco dias anteriores às votações, o erro médio dos mercados foi de 1,20 ponto percentual, ante 1,62 ponto das pesquisas.

Apesar desses indicadores, os preços negociados na Polymarket não representam uma pesquisa eleitoral nem uma garantia de vitória. As probabilidades podem mudar conforme novas informações, o comportamento dos participantes e o volume de dinheiro negociado. O resultado oficial dependerá dos votos apurados no segundo turno.

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