PF recua e arquiva investigação sobre suposta interferência americana nas eleições

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Apuração havia sido anunciada no dia do primeiro turno e foi encerrada após reunião entre Alexandre de Moraes e diretor-geral da Polícia Federal

A Polícia Federal arquivou a investigação aberta para apurar uma suposta interferência dos Estados Unidos nas eleições brasileiras em favor do candidato Flávio Bolsonaro (PL). A apuração havia sido anunciada pelo diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, no próprio dia do primeiro turno.

Segundo informações divulgadas pela jornalista Roseann Kennedy, do Estadão, o encerramento ocorreu após uma reunião entre Rodrigues e o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), na terça-feira (6).

De acordo com a publicação, os dois teriam avaliado que não havia elementos que sustentassem a hipótese de interferência estrangeira. A análise teria levado em consideração também a ausência de respaldo por parte do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), da Procuradoria-Geral da República (PGR) e de observadores internacionais da Organização dos Estados Americanos (OEA).

No dia seguinte ao encontro, a Polícia Federal decidiu arquivar a investigação.

A apuração havia chamado atenção pelo momento em que foi anunciada, poucas horas antes da votação do primeiro turno. O caso envolvia suspeitas de uma possível atuação de agentes estrangeiros no processo eleitoral brasileiro.

Apesar do arquivamento pela Polícia Federal, existe outra frente relacionada ao mesmo tema. Uma ação apresentada pelo PT sobre uma suposta interferência norte-americana está sob análise do ministro Flávio Dino, do STF, desde o fim de setembro.

O arquivamento da investigação conduzida pela PF ocorre após a PGR e a própria Polícia Federal não identificarem elementos que sustentassem a hipótese inicialmente levantada.

Em outra frente de tensão entre Congresso e Supremo, o senador Rogério Marinho (PL-RN) negou ter recebido de ministros do STF a informação de que a Corte não aceitaria eventual processo de impeachment contra integrantes do tribunal.

A declaração foi atribuída ao senador após informações divulgadas por uma emissora de televisão.

Marinho afirmou que a informação não procede e defendeu a competência constitucional do Senado para analisar denúncias contra ministros do Supremo por crimes de responsabilidade.

Segundo o senador, a intenção é estabelecer uma relação institucional entre os Poderes, mas sem que o Senado deixe de exercer suas prerrogativas previstas na Constituição.

O tema ganhou força no Congresso após parlamentares da oposição voltarem a defender a abertura de processos de impeachment contra ministros do STF. A discussão deve permanecer entre as principais pautas política da próxima legislatura.

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