Mãe é condenada a 23 anos de prisão por matar filha asfixiada com cabo de computador

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Jacivânia dos Santos Silva dopou Letícia antes de asfixiá-la, segundo a investigação; pastor que ajudou na fuga também foi condenado

A Justiça do Distrito Federal condenou Jacivânia dos Santos Silva a 23 anos de prisão pela morte da própria filha, Letícia, de 26 anos. O crime aconteceu em 28 de maio de 2023, dentro de um apartamento localizado na 316 Norte, em Brasília.

O julgamento ocorreu nesta quinta-feira (27), no Fórum de Brasília. Segundo a denúncia apresentada pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), a acusada teria dopado a filha com um medicamento de uso controlado antes de asfixiá-la.

O pastor Wesley Rodrigues Vaz, acusado de ajudar Jacivânia a fugir após o crime, também foi condenado por favorecimento pessoal.

Durante o julgamento, o promotor Marcelo Leite classificou o caso como uma “verdadeira tragédia familiar” e afirmou que a vítima foi morta enquanto dormia, após ser asfixiada com um cabo de computador.

“Condenação justa e necessária. A vítima não escolheu ser bipolar”, afirmou o promotor durante a sessão.

As investigações conduzidas pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) apontaram que Jacivânia administrou medicamentos à filha antes do assassinato.

Segundo a apuração, a intenção seria deixar Letícia inconsciente e posteriormente criar uma versão de que ela teria cometido suicídio.

Durante o depoimento aos investigadores, a própria ré confessou ter utilizado um cabo de computador para asfixiar a filha.

De acordo com a versão apresentada por Jacivânia, os acontecimentos começaram na manhã de 28 de maio de 2023, quando ela e Letícia foram a um shopping da Asa Norte acompanhadas do filho da vítima, que tinha três anos na época.

No local, segundo o relato da acusada, Letícia teria agredido o próprio filho e sido repreendida por um homem que presenciou a situação.

Ainda conforme o depoimento de Jacivânia, após retornar para casa, Letícia, que tinha diagnóstico de transtorno bipolar, teria apresentado um surto e dito que o filho “arruinava sua vida”.

A mãe afirmou aos investigadores que, posteriormente, misturou um medicamento em um suco e entregou à filha sem revelar qual substância ela estava ingerindo.

Depois que Letícia ficou inconsciente, Jacivânia teria utilizado o cabo de computador para asfixiá-la.

Na sequência, arrastou o corpo até o quarto e o colocou sobre a cama.

Após matar a filha, Jacivânia entrou em contato com Wesley Rodrigues Vaz e contou que havia cometido o crime.

Em depoimento à 2ª Delegacia de Polícia (Asa Norte), o pastor relatou que recebeu uma mensagem pelo WhatsApp pedindo que fosse até o apartamento de Letícia.

Ao chegar ao endereço, segundo o depoimento, ele foi orientado a não utilizar o interfone e recebeu a informação de que a jovem estava morta.

A Justiça considerou que Wesley ajudou a acusada após o assassinato e o condenou pelo crime de favorecimento pessoal.

A condenação de Jacivânia encerra a fase do julgamento pelo homicídio, mas o caso permanece marcado pela violência praticada dentro do próprio núcleo familiar.

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