Deolane é transferida para presídio no interior após prisão em operação contra lavagem de dinheiro

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Influenciadora é investigada por suposta ligação com esquema financeiro do PCC e deixou penitenciária da capital paulista na madrugada desta sexta-feira

A influenciadora e advogada Deolane Bezerra começou a ser transferida na madrugada desta sexta-feira (22) para a Penitenciária Feminina de Tupi Paulista, no interior paulista. A informação foi confirmada pelo secretário de Segurança Pública de São Paulo, Nico Gonçalves.

Até então, Deolane estava detida na Penitenciária Feminina de Sant’Ana, na zona Norte da capital paulista. A unidade é considerada a maior prisão feminina do estado e enfrenta problemas de superlotação, segundo dados da Secretaria de Administração Penitenciária.

A saída da influenciadora da capital aconteceu por volta das 5h da manhã. O novo destino fica a aproximadamente 670 quilômetros de São Paulo, em um trajeto que pode ultrapassar sete horas de viagem.

Deolane foi presa preventivamente na quinta-feira (21) durante a Operação Vérnix, conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado, de Presidente Prudente. A investigação apura um suposto esquema milionário de lavagem de dinheiro ligado à facção Primeiro Comando da Capital.

Segundo os investigadores, a advogada teria participação na movimentação financeira atribuída à organização criminosa. O promotor Lincoln Gakiya afirmou, em entrevista à CNN Brasil, que Deolane integraria a chamada “nova face” do PCC, composta por pessoas que não seriam integrantes oficiais da facção, mas que atuariam em atividades financeiras e na ocultação de recursos.

Ainda conforme o promotor, a influenciadora manteria proximidade com familiares de Marcos Willians Herbas Camacho, conhecido como Marcola, apontado como uma das principais lideranças do PCC, além de ligação com Alejandro Camacho.

As investigações tiveram início em 2019 após a apreensão de manuscritos e bilhetes encontrados com detentos da Penitenciária II de Presidente Venceslau. Os documentos descreviam supostas estratégias internas da facção e mencionavam uma “mulher da transportadora”, que auxiliaria em ações criminosas.

A partir das apurações, três inquéritos foram instaurados. Um deles identificou a empresa Lopes Lemos Transportes como possível instrumento de lavagem de dinheiro utilizado pelo grupo criminoso.

Durante outra fase da investigação, denominada Operação Lado a Lado, policiais apreenderam um celular que continha conversas, comprovantes bancários e registros financeiros que, segundo os investigadores, ligariam Deolane a Everton de Souza, conhecido pelo apelido de “Player”.

Conforme os documentos da investigação, foram encontrados depósitos destinados a contas vinculadas à influenciadora. Para os investigadores, o material seria compatível com atuação dentro da estrutura financeira investigada.

A operação segue sob responsabilidade do Gaeco e da Polícia Civil. Além das prisões preventivas, as autoridades também investigam movimentações patrimoniais, bloqueios de bens e empresas suspeitas de serem usadas para ocultar recursos ligados ao PCC.

As defesas dos investigados negam qualquer irregularidade.

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