Jovem Pan cai em golpe e perde R$ 175 mil 

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Emissora alegou falha de segurança, mas decisão judicial atribuiu responsabilidade ao fornecimento de dados ao criminoso

A Jovem Pan foi vítima de um golpe telefônico que resultou no desvio de aproximadamente R$ 175 mil de sua conta bancária. O caso ocorreu em setembro do ano passado e acabou sendo levado à Justiça, que decidiu não responsabilizar a instituição financeira envolvida.

De acordo com o processo, o crime começou quando um estelionatário entrou em contato com a emissora se passando por gerente do Bradesco. Durante a ligação, ele alegou a necessidade de ativar um suposto sistema de “chat empresarial”, que facilitaria a comunicação com o banco.

Para isso, o golpista enviou um link com aparência oficial e orientou um funcionário a seguir etapas de instalação. Ao longo do procedimento, foram solicitadas informações sensíveis, como login, senha e códigos de autenticação. Com esses dados em mãos, o criminoso conseguiu acessar a conta da empresa.

Em um intervalo de cerca de 40 minutos, foram realizadas 18 transferências via Pix, totalizando R$ 175,3 mil. As movimentações só foram percebidas após a conclusão das operações.

A emissora acionou a Justiça alegando que o sistema de segurança do banco falhou ao não bloquear transações repetitivas e fora do padrão habitual. Segundo a ação, a sequência de transferências e os valores semelhantes deveriam ter acionado mecanismos de prevenção mais rigorosos.

Apesar disso, a decisão da juíza Rossana Luiza de Faria, da 9ª Vara Cível de Osasco, considerou que a fraude ocorreu fora do ambiente controlado pelo banco. A magistrada destacou que as credenciais foram fornecidas voluntariamente pelos representantes da empresa após seguirem as orientações do golpista.

Ainda conforme a sentença, o sistema de segurança da instituição chegou a questionar a legitimidade das transações, e houve confirmação por parte dos responsáveis pela conta. Diante desse cenário, a Justiça entendeu não haver falha na prestação do serviço.

Na defesa, o Bradesco afirmou que o caso resultou de ação criminosa externa e de erro humano, ressaltando que mantém campanhas de alerta contra golpes e investe em mecanismos de proteção. A emissora ainda pode recorrer da decisão.

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