Luciano Demazzi afirma sofrer intimidações após denúncias envolvendo gestão municipal e projeto de usina solar; caso ocorre durante evento sobre proteção a comunicadores
Por Suzana Agnelo
Foto Reprodução
O vereador de Aripuanã (MT), Luciano Demazzi (União Brasil), interrompeu uma cerimônia realizada no Palácio do Planalto, nesta terça-feira (7), para denunciar que vem sofrendo ameaças de morte em seu município. Segundo o parlamentar, as intimidações começaram após ele tornar públicas supostas irregularidades envolvendo a prefeitura local.
De acordo com Demazzi, uma das denúncias foi encaminhada ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis, relacionada a mudanças e possíveis irregularidades no projeto de instalação de uma usina solar fotovoltaica em Aripuanã. Após isso, ele afirma ter recebido mensagens de texto com ameaças e tentativas de coação para que não se envolvesse no caso.
A manifestação do vereador ocorreu durante a cerimônia de assinatura do Protocolo Nacional de Investigação de Crimes contra Jornalistas e Comunicadores. O documento, voltado à ampliação da segurança de profissionais da comunicação, foi assinado pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva. Também participaram do evento autoridades como Sidônio Palmeira, Janine Mello, Maria Rosa Guimarães Loula e Laércio Portela.
A Prefeitura de Aripuanã foi procurada por meio de e-mail para comentar as declarações do vereador, mas não respondeu até a publicação desta reportagem. O espaço permanece aberto para manifestação.
As declarações feitas no Planalto reforçam um cenário de tensão que já vinha sendo relatado pelo parlamentar desde o início deste ano. Na ocasião, Luciano Demazzi afirmou temer por sua segurança após intensificar denúncias contra a administração da prefeita Seluir Peixer Reghin (União).
Entre os principais pontos levantados pelo vereador estão suspeitas de gastos elevados e possíveis irregularidades na execução de serviços públicos. Um dos casos envolve a contratação de um serviço de fumacê no valor superior a R$ 1 milhão, que, segundo ele, teria atendido apenas algumas ruas da cidade.
Demazzi também questiona uma adesão de ata no valor de R$ 30 milhões para implantação de uma usina solar, além de obras de infraestrutura que, segundo ele, não teriam sido executadas conforme os valores previstos. Em declarações públicas, o parlamentar chegou a afirmar temer represálias:
“Se eu morrer, se eu cair de uma ponte ou desaparecer, foi alguém ligado à Prefeitura de Aripuanã ou que presta serviço para ela. Eu não vou me calar”, declarou em vídeo divulgado nas redes sociais.
Até o momento, a Prefeitura de Aripuanã não se manifestou oficialmente sobre as denúncias feitas pelo vereador.



