Coronel Susane Tamanho assume Secretaria de Segurança de MT e marca avanço feminino em área historicamente masculina

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Primeira mulher no comando da pasta chega ao cargo em estado com altos índices de feminicídio e traz trajetória operacional e estratégica de mais de 25 anos na PM

Por Suzana Agnelo

Foto Reprodução

A coronel da reserva da Polícia Militar de Mato Grosso, Susane Tamanho, foi anunciada como nova secretária de Estado de Segurança Pública, tornando-se a primeira mulher a assumir o comando da pasta no estado.

A nomeação representa um marco simbólico e institucional em uma área historicamente dominada por homens, especialmente em um estado que figura entre os que apresentam elevados índices de feminicídio no país — um cenário que amplia o peso político e social da escolha.

Com mais de duas décadas de atuação na segurança pública, Susane construiu uma carreira marcada tanto pelo trabalho operacional quanto pela gestão estratégica. Ingressou na Polícia Militar em 2000 e, ao longo dos anos, ocupou funções de destaque, incluindo o comando da Força Tática do 1º Comando Regional de Cuiabá, uma das unidades mais relevantes da corporação.

Entre os diferenciais de sua trajetória, está o fato de ter sido a primeira mulher do Brasil a concluir o curso da ROTA, tropa de elite da Polícia Militar de São Paulo — um feito que reforça seu perfil técnico e de campo dentro da estrutura policial.

Promovida a tenente-coronel em 2018, Susane seguiu acumulando funções de liderança até passar para a reserva remunerada em 2025, após cerca de 25 anos de serviço. Agora, retorna à ativa na gestão pública em um dos cargos mais estratégicos do estado.

A chegada de uma mulher ao topo da segurança pública em Mato Grosso ocorre em um momento de crescente debate sobre violência de gênero. O estado enfrenta desafios significativos no combate ao feminicídio, o que coloca sob os holofotes a expectativa de políticas mais eficazes de prevenção, proteção e enfrentamento à violência contra a mulher.

Mais do que um marco histórico, a nomeação de Susane Tamanho também levanta discussões sobre representatividade, sensibilidade institucional e a necessidade de respostas mais firmes diante de uma realidade que ainda atinge milhares de mulheres brasileiras.

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