Malu Gaspar da Globo detona o STF por tentar influencer na Polícia Federal
“Jornalista afirma que pressão sobre a PF lembra críticas feitas ao governo Bolsonaro e levanta debate sobre independência entre instituições”
A jornalista da Globo News, Malu Gaspar, criticou o Supremo Tribunal Federal (STF) ao comentar desdobramentos relacionados ao chamado “caso Master”, investigação que envolve suspeitas de irregularidades ligadas ao Banco Master e a atuação de autoridades no acompanhamento das apurações. Em análise publicada recentemente, ela afirmou que o episódio levanta questionamentos sobre a autonomia da Polícia Federal e o papel das instituições no processo investigativo.
Durante análise sobre o tema, a jornalista mencionou o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e sugeriu que poderia haver pressão para que a corporação atue de acordo com interesses do Supremo. “O Andrei Rodrigues e botar um diretor da Polícia Federal amigo ou que se dobre aos interesses do Supremo, é esse o acordo? Eu não estou entendendo”, afirmou.
Na avaliação da colunista, a discussão lembra críticas feitas no passado ao ex-presidente Jair Bolsonaro, quando opositores acusavam o então governo de tentar interferir politicamente na Polícia Federal. “Quando o Bolsonaro queria mandar na Polícia Federal, era golpismo. Agora o Supremo quer mandar na Polícia Federal, chama como?”, questionou.
Gaspar também afirmou que o cenário expõe um conflito institucional sensível. Para ela, o problema ocorre quando uma instituição tenta influenciar diretamente o funcionamento de outra. “Nós estamos falando de uma instituição querendo mandar na outra instituição, porque não está contente com o avanço do trabalho correto que aquela instituição está fazendo”, declarou.
A jornalista ainda afirmou que, em sua visão, o debate envolve limites de poder dentro de uma democracia. “Dá para entender que eles querem pairar acima de tudo e de todos. Mas isso não é possível numa democracia”, disse.
O caso Master ganhou repercussão nacional após investigações da Polícia Federal apontarem possíveis irregularidades envolvendo o banco e seu controlador, o empresário Daniel Vorcaro. As apurações indicam suspeitas de crimes financeiros, corrupção institucional e lavagem de dinheiro, além de possíveis conexões com autoridades públicas.



