EM CAIXÃO DE OURO

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Enterro de El Mencho com forte segurança marca novo capítulo na guerra aos cartéis no México

O narcotraficante Nemesio Oseguera Cervantes, conhecido como El Mencho, foi enterrado em uma cerimônia fortemente vigiada no município de Zapopan, no estado de Jalisco, no México, em meio a um amplo dispositivo de segurança montado pelas autoridades federais e estaduais.

El Mencho, apontado como líder do Cartel Jalisco Nueva Generación (CJNG), considerada uma das mais poderosas organizações criminosas do país e procurado por autoridades mexicanas e dos Estados Unidos, foi morto durante um operativo militar na localidade de Tapalpa, em 22 de fevereiro, segundo informações oficiais.

Durante o funeral, que ocorreu no cementerio Recinto de la Paz, foram observadas longas filas de coronas fúnebres, algumas com símbolos associados ao CJNG, e uma presença expressiva de forças de segurança. A atuação do Exército Mexicano, da Guardia Nacional e de outras unidades teve como objetivo declarado prevenir distúrbios e proteger a população, após uma onda de violência que se seguiu à sua morte.

De acordo com o secretário de Segurança e Protección Ciudadana, Omar García Harfuch, o forte esquema de proteção não teve a intenção de escoltar a carreta fúnebre, mas sim evitar qualquer tipo de tumulto ou ação em áreas urbanas durante o sepultamento do líder do cartel.

A cerimônia, que também contou com a presença de numerosos arreglos florais sem identificação explícita de remetentes e com pessoas usando rostos cobertos e óculos escuros, evidencia o poder simbólico que El Mencho mantinha, mesmo após sua morte, e a complexidade das relações entre criminalidade e cultura popular naquele contexto.

A morte de El Mencho e seu enterro chamaram a atenção por representar um possível ponto de inflexão na luta contra o crime organizado no México, ao mesmo tempo em que levantam dúvidas sobre a sucessão dentro do CJNG e os possíveis impactos na segurança pública no país.

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