Petróleo dispara: Ataques no Irã impactam preços globais

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Escalada no Oriente Médio eleva o preço do barril e acende alerta no mercado global.

Por Redação

Foto Reprodução

Os preços globais do petróleo sentiram o impacto direto dos recentes eventos no Oriente Médio, com os ataques dos Estados Unidos e de Israel ao Irã intensificando as tensões na região. No domingo, 1º de março de 2026, o mercado de balcão já mostrava sinais de apreensão, com o Brent, referência internacional, saltando 10% para cerca de US$ 80 por barril, de acordo com a Reuters.

A volatilidade se acentuou nas negociações noturnas de domingo, quando os futuros do Brent chegaram a um pico de US$ 82, um aumento superior a 12%, antes de acomodarem-se novamente abaixo da marca de US$ 80. Na sexta-feira anterior, o barril havia fechado em torno de US$ 73, conforme reportado pela CNN.

O petróleo negociado nos EUA também não escapou da tendência de alta, com um aumento de 8% no preço do barril, atingindo aproximadamente US$ 72 na abertura dos contratos futuros, também segundo a CNN. Em paralelo, os futuros dos principais índices de ações em Nova York apontavam para um recuo de cerca de 1%, enquanto as ações de empresas do setor energético exibiam um avanço de aproximadamente 2%.

A escalada militar no Irã gerou preocupações imediatas sobre a estabilidade da oferta global de petróleo. Analistas de diversos veículos de comunicação preveem que, caso o conflito se prolongue ou afete a oferta global, novas altas nos preços são praticamente inevitáveis.

O Estreito de Ormuz no centro das atençõesO foco do mercado se volta agora para o Estreito de Ormuz, uma estreita faixa marítima ao sul do Irã que conecta o Golfo Pérsico ao mar aberto. A importância estratégica desse ponto é inegável: mais de 20% do petróleo mundial, cerca de 20 milhões de barris, passam diariamente por esse local, de acordo com a Reuters e a BBC.

Diante desse cenário, o Irã emitiu alertas a navios, aconselhando-os a não transitarem pela área. A Reuters informou que a maioria dos proprietários de petroleiros, grandes empresas de petróleo e tradings suspendeu temporariamente os embarques de petróleo, combustíveis e gás natural liquefeito pelo estreito, em resposta aos alertas de Teerã.

Segundo o Centro Britânico de Operações Comerciais Marítimas, pelo menos três embarcações foram alvo de ataques ou sofreram explosões nas proximidades, conforme noticiado pela BBC. Cerca de 150 navios encontram-se ancorados em águas abertas, aguardando condições mais seguras para navegar.

O The Guardian reportou que o bloqueio efetivo da rota já causou a paralisação de parte das operações portuárias na região. A Maersk, uma das maiores operadoras de transporte marítimo em contêineres, anunciou a suspensão de viagens pela região e o redirecionamento de seus navios.

“O fator-chave é o fechamento do Estreito de Ormuz” – afirmou Ajay Parmar, diretor de energia e refino dos Serviços Independentes de Inteligência de Commodities, à Reuters.Parmar estima que, em caso de interrupção prolongada na rota, os preços podem disparar e abrir “muito próximos de US$ 100 por barril”.

Mesmo com rotas alternativas, o economista Jorge Leon, citado pela Reuters, estima que o fechamento do Estreito de Ormuz poderia retirar entre 8 milhões e 10 milhões de barris diários da oferta global, um impacto significativo no mercado mundial.

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