Ex-dirigentes do BRB trocam acusações em audiência tensa sobre negócios de 2025.
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Por Redação
Em uma acareação tensa, Ricardo Vorcaro e Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB (Banco de Brasília), apresentaram versões conflitantes sobre a origem de carteiras de crédito problemáticas que o banco adquiriu a partir de 2025. A reunião, que buscava esclarecer as responsabilidades por trás de negócios controversos, expôs um racha entre os ex-dirigentes, cada um defendendo sua própria versão dos fatos.
Vorcaro, conhecido no mercado financeiro por sua trajetória em diversas instituições, afirmou que o BRB tinha pleno conhecimento de que parte dos créditos ofertados não vinha diretamente do Master, mas sim de uma empresa terceirizada chamada Tirreno. Segundo ele, essa prática de aquisição de carteiras de terceiros já havia sido discutida internamente.
“A gente anunciou que faria vendas de originadores terceiros, nem eu sabia do nome Tirreno naquela ocasião, mas a gente chegou a conversar por algumas vezes, que um novo formato de comercialização, que seria de terceiros, carteiras originadas por terceiros e não mais originação própria” – explicou o banqueiro.
A declaração de Vorcaro sugere que a compra de carteiras originadas por terceiros era uma estratégia consciente e deliberada do banco, visando diversificar suas fontes de crédito e expandir seus negócios. No entanto, essa versão dos fatos foi veementemente contestada por Paulo Henrique Costa.
Costa, que presidiu o BRB em um período de grande turbulência, argumentou que sempre acreditou que os ativos vinham diretamente do Master, e que somente mais tarde surgiram questionamentos sobre a real origem das carteiras. Segundo ele, a negociação com o Master era vista como uma forma de fortalecer a parceria entre as duas instituições e impulsionar o crescimento do banco.
“O meu entendimento, que coloquei mais cedo, é que eram carteiras originadas pelo Master, que haviam sido vendidas ou negociadas a terceiros e que o Master estava comprando e revendendo para a gente” – afirmou Costa, demonstrando surpresa e indignação com a revelação de Vorcaro.
A divergência entre Vorcaro e Costa lança uma sombra de dúvida sobre a lisura dos negócios realizados pelo BRB em 2025 e levanta questionamentos sobre a responsabilidade dos ex-dirigentes na aquisição de carteiras de crédito problemáticas. A acareação, que tinha como objetivo esclarecer os fatos, acabou por aprofundar as divergências e expor um conflito de versões que dificulta a elucidação do caso.
Diante das declarações conflitantes, resta saber se a verdade sobre a origem das carteiras de crédito será algum dia revelada e se os responsáveis por eventuais irregularidades serão devidamente responsabilizados. O caso segue em aberto, com novas investigações e depoimentos agendados para os próximos dias.



