Instituição especializada em TEA e transtornos do neurodesenvolvimento enfrenta incertezas após decisão da SEDUC.
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Por Suzana Agnello
A recente notícia sobre a interrupção dos serviços no Centro de Atendimento Multidisciplinar Pedagógico (CAMPI) em Várzea Grande pegou a comunidade de surpresa. A instituição, que atende 995 alunos, a maior parte por convênios com o estado, terá 591 estudantes sem atendimento a partir do final deste ano. O CAMPI é uma instituição que oferece apoio especializado, focando em Transtorno do Espectro Autista (TEA) e outros transtornos do neurodesenvolvimento, com atendimentos em Terapia ABA, Fonoaudiologia e Psicologia.
Elenice Macedo, coordenadora do Serviço Social do CAMPI, expressou sua indignação: “Recebemos a notícia por e-mail fora do horário de expediente, e foi um choque. Já esperávamos a renovação do contrato, tudo estava encaminhado.” A interrupção está programada para o dia 15 de dezembro, coincidente com um recesso de 15 dias, mas a situação para 2026 permanece incerta.
A Secretaria de Estado de Educação (SEDUC) justificou a suspensão como uma necessidade de reorganização do processo de contratação para o próximo ano letivo. Entretanto, não foram fornecidas informações sobre a continuidade do atendimento na unidade ou sobre quando os serviços serão retomados.
As mães dos alunos estão alarmadas. Andrea, uma delas, desabafou: “É revoltante. Meu filho autista depende dessas terapias. A SEDUC não renovou o contrato e, de repente, cortaram tudo. Isso não é um detalhe; interromper uma terapia atrasa o desenvolvimento.” A preocupação com a regressão dos transtornos mentais de seus filhos é palpável entre as mães, que temem as consequências dessa interrupção.
A situação ressalta a urgência de soluções para garantir a continuidade do atendimento a esses alunos, que dependem de apoio especializado para seu desenvolvimento. A comunidade aguarda respostas sobre o futuro do CAMPI e a assistência às crianças que ali recebem cuidados essenciais.



