Governadores de SP e PR disputam apoio do bloco para corrida presidencial, enquanto resistência a Flávio Bolsonaro ganha força.
Foto Reprodução
Por Redação
O cenário para as eleições presidenciais de 2026 começa a se desenhar, e o Centrão, como sempre, está no centro das atenções. Em uma reunião na última segunda-feira (15/12), os líderes de PP, União Brasil, Republicanos e PSD se uniram para traçar estratégias e analisar possíveis candidatos ao Palácio do Planalto. A grande questão? Encontrar um nome que una o útil ao agradável: potencial de vitória, alinhamento com os ideais do bloco e, claro, o mínimo de resistência interna possível.
Segundo fontes internas, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, é o queridinho do momento. Sua popularidade e imagem de gestor eficiente o colocam em uma posição vantajosa. Mas calma, a decisão final não será tão rápida. As siglas decidiram estender o suspense até o final de janeiro, monitorando de perto as pesquisas e o clima político no país. Nesse meio tempo, o nome do governador do Paraná, Ratinho Jr., também está no radar, como uma alternativa viável para atrair eleitores de centro-direita.
A escolha entre Tarcísio e Ratinho Jr. vai depender de alguns fatores cruciais. Primeiro, a capacidade de cada um de se projetar em nível nacional e manter uma boa avaliação em seus estados. Segundo, a disposição para ceder em negociações regionais e partidárias, algo inevitável em uma campanha presidencial. O Centrão busca um candidato que possa dialogar com a base conservadora que apoiou Bolsonaro, mas sem acirrar a polarização que marcou as últimas eleições.
Por que Flávio Bolsonaro enfrenta resistência?
Apesar de ser um nome forte dentro do bolsonarismo, Flávio Bolsonaro enfrenta uma considerável resistência dentro do próprio Centrão. O principal motivo é o receio de que sua candidatura reacenda a polarização e afaste eleitores mais moderados. Além disso, sua forte ligação com o governo Jair Bolsonaro pode dificultar as negociações do bloco com o mercado e com outros partidos.
“Uma candidatura de Flávio estreitaria o espaço de negociação do Centrão com o mercado e com partidos que ainda definem sua posição para 2026” – explicou um dos dirigentes do partido.
Para evitar um racha interno, os líderes do Centrão prometem analisar criteriosamente o potencial de cada candidato, levando em conta o nível de rejeição em cenários nacionais, a capacidade de articulação com outros partidos, o desempenho administrativo em seus estados e a viabilidade de palanques regionais fortes.
Ainda é cedo para cravar um nome, mas uma coisa é certa: o Centrão vai jogar um papel decisivo nas eleições de 2026. Resta saber se o bloco lançará um candidato próprio ou se unirá a um nome de fora do grupo. E, claro, como a relação com o presidente Lula vai influenciar as estratégias para o próximo pleito.



