Denúncias de mães de crianças com TEA revelam problemas no Colégio Elmaz Gattas Monteiro

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Foto: Reprodução

Por Suzana Agnello

Após uma série de denúncias recebidas pela redação do site A Voz do Estado, novas reclamações emergem, desta vez de mães de crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA), sobre o ambiente no Colégio Estadual Elmaz Gattas Monteiro. Os relatos apontam para uma falta de apoio e compreensão por parte da direção da escola, especialmente desde a chegada da diretora Rejane Taques, afastada no início de novembro.

Um dos casos mais alarmantes envolve um aluno que teve um surto, levando a direção a acionar a Polícia Militar e o SAMU. A mãe desse aluno afirmou que a situação causou uma regressão significativa no tratamento de socialização que seu filho vinha desenvolvendo na escola. Ela expressou sua frustração, dizendo que a exposição e a falta de apoio afetaram não apenas a saúde mental do filho, mas também sua medicação e socialização com os colegas.

As mães relatam que, sob a nova direção, não têm recebido o suporte necessário para a inclusão de seus filhos. Muitas delas se uniram em busca de justiça e melhorias, temendo o possível retorno da diretora afastada. O aluno envolvido no relato acima, onde até a polícia foi chamada, a mãe do João, Larissa Couto, compartilhou sua experiência: “Meu filho não é uma ameaça. Ele é amoroso e só quer ser respeitado e socializar”. Ela ressaltou que a violência psicológica e moral que seu filho sofreu na escola causou traumas que podem durar a vida toda.

Além disso, a situação se agrava com relatos de destrato por parte de uma professora, que através das redes sociais se posicionou a favor da diretora afastada. As mães se mobilizam para buscar justiça e melhorias, temendo que a falta de empatia e compreensão continue afetando seus filhos, já que a mesma educadora citada, passou a desprezar e desmerecer os alunos relacionados as mães envolvidas.

A intervenção da SEDUC no colégio está presente na instituição desde o dia 7 de novembro e é uma esperança para essas famílias, que esperam que a nova gestão possa trazer mudanças significativas e garantir um ambiente mais seguro e acolhedor para todas as crianças, especialmente aquelas com TEA.

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