Temporal em SC: cidades em emergência e centenas de desalojados

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Foto: CNN Brasil

POR REDAÇÃO

As fortes chuvas que atingiram Santa Catarina nesta semana causaram estragos significativos, levando diversas cidades a decretarem situação de emergência. Desde o início do temporal, a Defesa Civil contabilizou 406 casas afetadas e 148 moradores que precisaram deixar suas residências, buscando abrigo com familiares e amigos. A situação é particularmente grave em Luiz Alves, onde o volume de chuva ultrapassou os 200 milímetros em apenas 24 horas, um índice alarmante que excede a média histórica de todo o mês de novembro, que é de 170 mm, de acordo com dados da Epagri/Ciram.

No Oeste catarinense, o Corpo de Bombeiros registrou um incidente preocupante em São Lourenço do Oeste, onde três pessoas foram arrastadas pela correnteza do Rio Lageado. Felizmente, uma das vítimas conseguiu escapar com ferimentos leves e recusou atendimento médico. As operações portuárias também foram impactadas, com a Marinha do Brasil fechando temporariamente o canal de acesso ao Porto de Itajaí na segunda-feira, devido às condições adversas de navegação.

Em Joinville, a situação não foi menos crítica, com diversos pontos de alagamento em vários bairros, resultando na interdição de vias e no desalojamento de oito pessoas. Além de Luiz Alves, outros municípios registraram volumes de chuva acima de 100 milímetros em 24 horas, como Balneário Barra do Sul (159,8 mm) e Araquari (149,8 mm), elevando o nível de alerta em toda a região.

Resposta das autoridades e situação de emergência

Diante da gravidade da situação, Ibirama, Petrolândia e Lontras, no Vale do Itajaí; Seara, no Oeste; e Massaranduba, no Norte, decretaram situação de emergência. Outras cidades avaliam adotar a mesma medida, incluindo Rio das Antas, Cunha Porã e Fraiburgo (Oeste), Vitor Meireles (Vale do Itajaí) e Balneário Barra do Sul (Norte), buscando recursos e apoio para lidar com os impactos do temporal.

O temporal não se restringiu a Santa Catarina, avançando também sobre o Rio Grande do Sul e o Paraná. Em Guarapuava (PR), moradores relataram a queda de pedras de granizo do tamanho de ovos de galinha, causando danos em residências. Já em Erechim (RS), a situação é ainda mais grave, com mais de 150 pessoas feridas e 25 mil moradores afetados, o que levou o município a decretar estado de emergência.

De acordo com o Simepar, as tempestades no Paraná foram influenciadas por uma frente fria no oceano, que favoreceu a formação de um cavado meteorológico, uma área de baixa pressão que intensifica a formação de nuvens de tempestade. Embora a frente fria não tenha avançado sobre o estado, alterou as condições de tempo na região, exigindo atenção redobrada por parte da população e das autoridades.

É fundamental que os moradores de áreas de risco sigam as orientações da Defesa Civil e busquem abrigo em locais seguros. A união de esforços e a solidariedade são essenciais para superar este momento difícil e reconstruir as áreas afetadas.

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