Impacto da homologação de terras Indígenas em Mato Grosso: desafios para produtores e comunidades locais

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Foto: Reprodução

POR SUZANA AGNELLO

A recente homologação de três terras indígenas em Mato Grosso pelo presidente Lula, incluindo a ampliação da Terra Indígena Manoki para mais de 250 mil hectares, provocou uma onda de insegurança entre agricultores e prefeituras nas regiões de Brasnorte, Campos de Júlio e Nova Lacerda. O deputado estadual Dilmar Dal Bosco (UB) criticou a falta de diálogo do governo federal, enfatizando a quebra da segurança jurídica para aqueles que adquiriram suas terras de boa-fé.

Dal Bosco anunciou que buscará contestar a decisão em Brasília, propondo um Decreto Legislativo para suspender os efeitos da homologação. Ele destacou que a narrativa de confronto entre indígenas e produtores rurais alimenta divisões e desinformação. “Respeito profundamente as comunidades indígenas, mas Mato Grosso tem um patrimônio cultural e ambiental enorme dentro das terras indígenas, e isso precisa ser protegido”, afirmou.

O deputado sugeriu a criação de uma mesa de negociação que inclua União, governo do estado, prefeituras, produtores, comunidades indígenas e o Ministério Público. A proposta visa revisar, caso a caso, as áreas de conflito, assegurando transparência e participação efetiva. “Onde houver ocupação de boa-fé, tem que haver diálogo”, defendeu.

Além disso, Dal Bosco expressou preocupações sobre o impacto econômico das novas demarcações. Ele alertou que a maneira como os decretos foram publicados pode desestimular novos investimentos em Mato Grosso, afetando a confiança dos produtores. “Se a regra muda no meio do jogo, todo o país perde”, avaliou.

Enquanto o tema avança no âmbito jurídico e político, Dal Bosco planeja manter uma agenda constante nos municípios atingidos, ouvindo as preocupações de produtores e líderes locais. Ele pretende levar um relatório detalhado sobre os impactos dos decretos ao Congresso Nacional, defendendo uma solução equilibrada que respeite tanto as comunidades indígenas quanto os direitos dos produtores rurais.

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