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POR ANDERSON ALEXANDRE
A decisão do presidente Lula de não decretar uma Garantia da Lei e da Ordem (GLO) para o Rio de Janeiro tem provocado intensos debates nos corredores do poder, dividindo opiniões dentro do próprio governo sobre a melhor estratégia de segurança para o estado.
Embora haja um clamor público por uma resposta mais enérgica contra a crescente desordem, a resistência de Lula se baseia em questionamentos sobre a real eficácia e o impacto de longo prazo de uma GLO. A medida, que visa unir esforços federais e estaduais, divide especialistas.
Integrantes do alto escalão da Defesa defendem que a GLO, usada com critério, pode ser um instrumento valioso em momentos críticos. Contudo, a experiência passada sugere que a mera presença das Forças Armadas nas ruas nem sempre resolve os problemas estruturais da segurança pública.
A grande questão que paira no governo é se a GLO é uma solução efetiva ou apenas uma medida paliativa diante da complexidade da criminalidade fluminense. A decisão final de Lula terá um peso considerável no futuro das políticas de segurança no Rio de Janeiro, enquanto a população aguarda por ações concretas.



