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POR ANDERSON ALEXANDRE
O governador de Mato Grosso, Mauro Mendes (UB), criticou duramente a legislação brasileira que trata sobre terrorismo, especialmente em comparação com a recente classificação adotada pela Argentina em relação a facções criminosas.
Mendes questionou a ineficácia da lei ao não tipificar os crimes mais brutais cometidos pelo crime organizado. “As facções não são pela lei brasileira classificadas em terrorismo, ou seja, cortar a cabeça e levantar a cabeça, segundo a lei brasileira isso não é terrorismo, matar uma pessoa e enfiar a mão lá dentro e arrancar o coração e exibir o coração, isso não é terrorismo pela lei brasileira,” declarou o governador.
Para ele, a lei foca em crimes como discriminação religiosa ou de gênero como terrorismo, enquanto os atos bárbaros das facções são ignorados sob essa ótica. “Pelo amor de Deus, né? Isso é uma lei hipócrita e ineficiente, feita por quem não está vivendo a realidade do país,” completou.
Impunidade e penas brandas
O governador estendeu sua crítica ao sistema penal, afirmando que a impunidade tomou conta do país. Ele argumenta que as penas brandas incentivam o crime, pois o criminoso não teme as consequências.
“Se você olhar para as penas, fala assim, poxa vida, essa pena é dura… Opa, me vale a pena pensar duas, três, dez vezes,” disse Mendes, ressaltando que a legislação atual não inibe a prática delitiva. Ele mencionou a agonia da Polícia Civil, que prende indivíduos repetidamente na mesma semana, apenas para vê-los soltos logo em seguida.
Mendes enfatizou que sua preocupação é com o problema real enfrentado hoje pelos cidadãos e pelo estado, e que romper com esse ciclo exige coragem, estratégia e inteligência.



