Disputa por Comissão Especial sobre feminicídio na Assembleia Legislativa de Mato Grosso

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Por Anderson Alexandre

A Assembleia Legislativa de Mato Grosso está em meio a uma disputa sobre quem presidirá a comissão especial dedicada a discutir a questão do feminicídio no estado. O deputado Gilberto Catani (PL) e a deputada Edna Sampaio (PT) apresentaram requerimentos para a formação da comissão, gerando divergências que levaram o presidente Max Russi (PSB) a intervir.Durante uma declaração, Max Russi mencionou que houve um entendimento divergente na procuradoria e que colocará a discussão no colégio de líderes. “Vou fazer uma conversa hoje na sessão, inclusive, com os dois deputados e tentar fazer um encaminhamento só, uma comissão só, com a participação de todos”, disse o presidente. Ele enfatizou a importância do tema, afirmando que “é mais importante do que qualquer deputado assumir o protagonismo”, destacando que a questão do feminicídio afeta diretamente a vida de muitas mulheres.As deputadas Edna Sampaio e Sheila Klener (PSDB) defendem que a presidência da comissão deve ser ocupada por uma mulher, sugerindo a deputada Janaína Riva (MDB) para o cargo. “Acho que tem que ser uma mulher, né, gente? É importante que nós mulheres apresentemos essa discussão”, afirmou Edna. Sheila complementou que “para ter a sensibilidade de tratar sobre um assunto tão melindroso, eu apoio a deputada Janaína Riva para ser a presidente da comissão”.Além disso, Max Russi ressaltou que, desde a década de 90, foram aprovadas 60 leis em proteção às mulheres, mas lamentou que muitas delas não estão sendo implementadas pelo poder executivo. Essa situação destaca a urgência de ações efetivas e a necessidade de uma abordagem colaborativa para enfrentar o problema do feminicídio em Mato Grosso.

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