Por Anderson Alexandre DRT 3156/MT
A Patrulha Maria da Penha, coordenada pela subcomandante Sirlei Salate Piasecki, é uma iniciativa que visa proteger mulheres vítimas de violência doméstica em Várzea Grande, Brasil. Criada em 2018, a patrulha faz parte de uma Rede de Enfrentamento à Violência Doméstica que envolve 13 entidades, incluindo os poderes executivo e judiciário, tanto a nível municipal quanto estadual.
Funcionamento da patrulha
A Patrulha Maria da Penha tem um objetivo claro: atender exclusivamente mulheres que já possuem medida protetiva. O juiz, ao determinar essas medidas, encaminha as vítimas para a patrulha, que opera em horário comercial — das 7h às 19h, de segunda a sábado. Essa exclusividade é essencial, pois permite um acompanhamento mais focado e eficaz.
“Nosso trabalho não é 24 horas, mas garantimos que as mulheres que precisam de nossa ajuda sejam atendidas de forma adequada”, explica Sirlei. A patrulha realiza visitas regulares às vítimas que solicitaram acompanhamento, além de visitas aos agressores, para assegurar que as medidas protetivas sejam cumpridas.
Treinamento e capacitação
As equipes da Patrulha Maria da Penha são compostas por profissionais capacitados, muitos dos quais receberam formação do governo federal. Esse treinamento é vital, pois as situações enfrentadas podem ser altamente sensíveis e requerem uma abordagem cuidadosa e respeitosa.
Mecanismos de emergência
Para casos de emergência, como descumprimento das medidas protetivas, as mulheres podem acionar o aplicativo “APP Mulher” ou o botão do pânico. Essas ferramentas são integradas ao Centro Integrado de Operações (Ciop), que aciona uma viatura disponível para atender a ocorrência imediatamente. “É importante que as mulheres saibam que não estão sozinhas e que existem mecanismos para protegê-las”, afirma Sirlei.
Desafios e perspectivas
Apesar do sucesso da Patrulha Maria da Penha, Sirlei reconhece a necessidade de expandir os serviços. “Entendemos que há uma demanda por atendimento fora do horário comercial. É fundamental que possamos oferecer suporte a mulheres em situação de violência, independentemente da hora”, concluiu a Subcomandante.



