Foto: Vinicius Nunes/Agência F8/Estadão Conteúdo
Por Anderson Alexandre DRT 3599/MT
O presidente do Partido Liberal (PL), Valdemar da Costa Neto, afirmou que o ex-presidente Jair Bolsonaro definirá um substituto para a disputa presidencial em seu lugar logo após o julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF). Caso o julgamento se estenda, a escolha do nome ocorrerá até o final deste ano.
“Quem manda é o Bolsonaro, o que ele mandar nós vamos fazer. Eu acho que ele decide depois do julgamento. Se não tiver julgamento até o final do ano, ele tem que fazer isso antes do final do ano. Mas ainda tenho esperança dele [Bolsonaro] ser candidato”, declarou Valdemar da Costa Neto a um grupo de jornalistas em Brasília, após um evento comemorativo dos 20 anos do partido Republicanos.
A declaração de Valdemar reforça a estratégia do PL de aguardar a decisão do STF sobre a inelegibilidade de Bolsonaro antes de oficializar um plano B para a Presidência. No entanto, a possibilidade de Bolsonaro não poder concorrer impulsiona discussões internas sobre quem seria o nome ideal para representá-lo.
Nesse contexto, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), tem sido cada vez mais defendido dentro do partido. Valdemar da Costa Neto sinalizou que, se Tarcísio de Freitas se candidatar à presidência, ele precisaria migrar para o PL. “O Tarcísio não se elegeu no primeiro turno [ao governo do estado] porque ele saiu pelo Republicanos. Se ele for candidato à Presidência, é melhor que seja no 22. Por causa do Bolsonaro, crescemos muito”, argumentou, referindo-se ao número do PL nas urnas.
Em resposta, o presidente do Republicanos, Marcos Pereira, enviou um recado claro: o partido terá um candidato à Presidência da República se a “conjuntura dos acontecimentos permitir”. Essa movimentação indica uma articulação entre os partidos aliados ao ex-presidente, com o objetivo de apresentar uma chapa competitiva, independentemente da decisão do STF sobre a candidatura de Bolsonaro.



