Fábio Garcia revela denúncia que desencadeou operação contra crime organizado em Cuiabá

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Por Anderson Alexandre DRT 3156/MT

O secretário-chefe da Casa Civil, Fábio Garcia (União), revelou ter sido o autor da denúncia que embasou a Operação Ludus Sordidos, deflagrada nesta quinta-feira (21) pela Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO). A ação visa desarticular um esquema criminoso que, segundo as investigações, atuava na extorsão de comerciantes e na imposição de restrições a atividades políticas em bairros de Cuiabá.

A denúncia partiu de uma experiência pessoal de Garcia no ano passado, quando ele ainda era pré-candidato a prefeito da capital. Na ocasião, uma reunião política planejada para o bairro Jardim Liberdade foi abruptamente cancelada após uma ameaça direta. “Antes de me deslocar para essa reunião à noite, eu fui informado que a reunião não aconteceria mais, porque uma pessoa chegou à reunião e ameaçou a todos dizendo que o Fábio Garcia estava impedido de fazer qualquer ato político naquele bairro”, relatou o secretário em suas redes sociais.

Garcia enfatizou a importância de combater o crime organizado e garantir a liberdade de ir e vir para todos os cidadãos. “Todo cidadão precisa estar livre para transitar pelo nosso país”, declarou, parabenizando a ação da polícia. Ele detalhou que, ao ser informado da ameaça, orientou seus apoiadores a registrarem um boletim de ocorrência, reforçando que nem ele, nem qualquer outro cidadão mato-grossense, estão privados de circular livremente pelos bairros de Cuiabá, pelo estado ou pelo Brasil.

Questionado se a ameaça envolvia o nome de outro pré-candidato, Garcia afirmou que, até onde lhe foi reportado, o impedimento era direcionado especificamente a ele. O secretário também ressaltou que, após o incidente, ele retornou ao bairro e realizou a reunião que havia sido previamente planejada, demonstrando sua determinação em não se curvar a intimidações.

“Eu voltei, óbvio, eu não ia deixar de ir até o bairro para fazer a reunião, então eu pedi que eu queria fazer a reunião e eu fiz”, disse Garcia. Ele vê o episódio como um alerta para que o governo não aceite que ninguém impeça a livre circulação e o direito de realizar atividades políticas. “O alerta é que o governo não vai aceitar que ninguém. E ninguém impeça, nenhum cidadão, de poder caminhar livremente pelas ruas do nosso estado de Mato Grosso.”

Garcia negou ter conhecimento de situações semelhantes ocorridas com outras pessoas, salientando que a liberdade de reunião é um direito fundamental. A denúncia do secretário foi crucial para dar início às investigações que culminaram na Operação Ludus Sordidus, evidenciando o papel do cidadão comum e de autoridades na fiscalização e no combate à criminalidade.

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