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Por Anderson Alexandre DRT 3156/MT
A polêmica envolvendo o prefeito de Cuiabá, Abílio Brunini (PL), e a resposta equivocada de estudantes adolescentes sobre o resultado de 4×4, ganhou novos contornos com a declaração do próprio prefeito. Na semana passada, o episódio gerou repercussão após Brunini associar o erro ao PT e ao gesto “L”, associado ao ex-presidente Lula. Agora, o prefeito detalhou sua visão sobre a defasagem educacional, apontando para uma série de fatores que vão além da sala de aula.
Em sua fala, Brunini não poupou críticas à qualidade do ensino público, revelando dados preocupantes sobre a alfabetização e o domínio de conceitos básicos de matemática e português entre os alunos da rede municipal. “Que é dos alunos da Escola Pública de Cuiabá, não sabem o básico da multiplicação”, lamentou o prefeito, questionando o alto investimento público em educação diante dos resultados apresentados.
O prefeito destacou que 25% do orçamento municipal e 25% do estadual são destinados à educação, mas, segundo ele, 36% dos estudantes da rede municipal não estão alfabetizados na idade certa. Ele traçou um paralelo entre o erro na tabuada e a trajetória educacional dos alunos, questionando a formação que recebem ao longo dos anos.
Brunini fez questão de não isentar a prefeitura de sua parcela de responsabilidade, embora tenha ressaltado que sua gestão tem apenas sete meses. Ele apontou para uma “precarização da qualidade do ensino” que teria ocorrido nos últimos oito anos de administrações anteriores. No entanto, o prefeito também direcionou parte da culpa à “omissão dos pais no fator da educação”.
“Como que um pai não pergunta para o seu filho como que está o desenvolvimento dentro da escola? Não se preocupa se o filho está indo bem ou mal”, questionou Brunini, reconhecendo a rotina atribulada dos pais, mas reforçando a importância do acompanhamento escolar.
O prefeito também mencionou os esforços que sua gestão tem empreendido para reverter o quadro, como o investimento em infraestrutura, materiais didáticos, uniformes e a implementação de reforços em matemática e língua portuguesa. Ele expressou o desejo de que, ao final de seu mandato, os alunos cuiabanos sejam capazes de responder a perguntas básicas de tabuada, e que Cuiabá retorne ao ranking das 10 melhores cidades do país em educação.
“Eu quero que Cuiabá volte entre os top 10 do país. Eu quero que valha a pena o que a gente gasta na educação como resultado para a população”, concluiu.



