Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
Por Anderson Alexandre DRT 3156/MT
O plano de contingência do governo de Luiz Inácio Lula da Silva, em reação ao tarifaço imposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deve ser apresentado até o fim desta semana. Inicialmente, a expectativa era que as propostas fossem divulgadas nesta terça-feira (12), conforme anunciado pelo vice-presidente Geraldo Alckmin. No entanto, após uma nova reunião na tarde de segunda-feira (11), a avaliação de interlocutores de Lula é de que essa data dificilmente será cumprida.
Participantes do encontro relataram que as conversas avançaram, mas não há uma previsão exata para o anúncio do plano. Segundo integrantes do governo, não existem pontos específicos que estejam travando a divulgação; a apresentação ainda não ocorreu devido a ajustes finais. “Não falta nada, é análise”, disse um dos presentes na reunião, ressaltando que o grupo não trabalha com uma “data-limite” para a revelação do plano.
As discussões têm se concentrado nos aspectos comerciais do tarifaço, sem abordar os contornos políticos da questão. No Palácio do Planalto, Lula recebeu Alckmin, que também é responsável pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, além dos ministros Fernando Haddad (Fazenda), Rui Costa (Casa Civil), Mauro Vieira (Relações Exteriores), Gleisi Hoffmann (Relações Institucionais), Sidônio Palmeira (Secretaria de Comunicação Social da Presidência) e Jorge Messias (Advocacia-Geral da União). Sob determinação do presidente, Alckmin lidera as negociações com os Estados Unidos e ouve as principais demandas dos setores brasileiros afetados pelo tarifaço.
As propostas do plano, desenvolvidas em parceria entre as pastas de Alckmin e Haddad, foram finalizadas e apresentadas a Lula na última quarta-feira, dia em que começou a vigorar a tarifa de 50% imposta por Trump a produtos brasileiros. O vice-presidente tem enfatizado publicamente que o principal objetivo do plano é manter os empregos dos trabalhadores.
Até o momento, algumas hipóteses avaliadas pelo governo incluem a compra de alimentos perecíveis para escolas da rede pública e a implementação de algum tipo de auxílio emergencial, similar ao que foi feito durante a pandemia da Covid-19.
Nesta segunda-feira, Haddad informou que uma reunião virtual com o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, que estava agendada para quarta-feira (13), foi cancelada. A assessoria do ministro confirmou que o encontro, considerado estratégico para discutir a redução das tarifas, não ocorrerá.



