Por Anderson Alexandre DRT 3156/MT
A Associação de Ministros Evangélicos de Várzea Grande (AME VG) emitiu uma nota de repúdio contundente contra o Governo do Estado de Mato Grosso, em decorrência do falecimento do Pastor Luciano Ribeiro. O líder religioso morreu no último sábado, em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Cuiabá, enquanto aguardava a disponibilidade de um leito em Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
Segundo a AME VG, o caso do Pastor Luciano é mais um episódio trágico de uma situação recorrente no estado, onde centenas de pessoas já perderam a vida por falta de leitos de UTI. A associação critica a ausência de ações concretas por parte do governo, mesmo após a pandemia da COVID-19, alertando que o sistema de saúde estaria despreparado para uma nova crise sanitária.
O repúdio se intensifica ao se considerar que havia uma decisão judicial determinando a transferência imediata do Pastor Luciano para uma UTI, a qual não foi cumprida. A AME VG classifica a situação como negligência médica e desrespeito ao Poder Judiciário e à vida humana.
A nota também aponta para a lentidão na entrega de novos hospitais prometidos para 2025, que até o momento, com o ano já avançado, ainda não se concretizaram. Em contrapartida, a associação critica o que considera uma “inaceitável inversão de prioridades” por parte do governo, que estaria investindo R$ 900 milhões em um parque para eventos e uma roda-gigante, enquanto a população sofre com a falta de leitos de UTI.
“Enquanto a população sofre nos corredores dos hospitais, aguardando socorro, as promessas de novos hospitais, anunciados para o ano de 2025, seguem sem se concretizar”, afirma a nota.
Em meio à dor, a AME VG expressou solidariedade à família do Pastor Luciano Ribeiro e à sua comunidade de fé, desejando consolo divino. A associação reafirmou seu compromisso em continuar clamando por justiça, dignidade e respeito à vida, ressaltando que “o povo de Mato Grosso merece mais”. A entidade ainda citou a passagem bíblica de 2 Timóteo 4:7: “Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé.”



